Marques Mendes defende que a experiência que tem "pode ajudar o país"
"Quero dizer-vos que a vida e a vida política em especial me deram ao longo de décadas a oportunidade de exercer vários cargos, de realizar várias funções, e de com isso adquirir uma experiência que é uma experiência que pode ser útil [...], esta experiência pode ser importante, esta experiência pode ajudar o país", defendeu Marques Mendes.
Para o candidato, "... nos tempos que contam não é tanto a rivalidade partidária que está em causa nesta eleição. Não é tanto a questão ideológica que está em causa nesta eleição. O que está em causa, sobretudo nesta eleição é saber de todos os candidatos qual é aquele que está mais qualificado, mais preparado e que tem maior experiência para o exercício da função".
Num almoço com apoiantes na Associação da Serra do Caldeirão, no Barranco do Velho, concelho de Loulé, o candidato presidencial começou por afirmar que a experiência é importante face à situação internacional atual com o mundo num "estado incerto, instável, perigoso, delicado e complexo, provavelmente o momento mais delicado da vida mundial desde a 2.ª Guerra Mundial".
"A falta de experiência pode ser uma aventura, pode ser um tiro no escuro, pode ser experimentalismo", insistiu Marques Mendes.
Para o candidato presidencial, a experiência também é importante do ponto de vista interno, nomeadamente "para ouvir e para dialogar".
Luís Marques Mendes defendeu que a experiência é decisiva do ponto de vista de "um novo sentimento e de uma nova atitude de ambição para o país".
"E nós temos cada vez mais que substituir a lamúria pela ambição. Perante qualquer problema, devemos olhar para ele como uma oportunidade e não como uma fatalidade. E o Presidente da República tem de ser o primeiro a criar este pensamento positivo, de esperança, de orgulho e de ambição", afirmou.
O candidato nomeou a juventude como sendo "um dos setores mais dinâmicos, inovadores e empreendedores da sociedade" e recordou o compromisso que assumiu de colocar um jovem no Conselho de Estado para dar a oportunidade de "uma outra energia" nesse órgão que considerou ser importante para o funcionamento do Estado.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.
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