Marques Mendes considera greve "um percalço". "Todos têm de ceder"
Luís Marques Mendes está de visita à lota da Costa da Caparica, em Almada. Aos jornalistas presentes no local, o candidato presidencial falou sobre a greve geral e a possibilidade de entendimento entre a UGT e o Governo.
"Se todos tiverem o espírito de equilíbrio, de abertura, de diálogo e de negociação eu acho que vamos ter uma acordo. Se não houve esse espírito, então, a situação vai-se complicar", salientou.
Questionado sobre a possibilidade de o Executivo AD ter minado as possibilidade de negociação, ao dizer que a greve geral não foi expressiva, Marques Mendes desvalorizou.
"Acho que isso é normal. A essa matéria não atribuo grande importância porque entre os números dos sindicatos e os números do Governo, normalmente no meio termo é que está a verdade. Cada um faz o seu papel. Os sindicatos atacaram o Governo e o Governo desvalorizou a greve. O mais importante é haver uma reunião já na próxima semana entre o Governo e a UGT e depois alargando aos parceiros sociais na concertação social. Se isso acontecer é o melhor sinal que tivemos no dia de hoje", notou.
Marques Mendes considera ainda que, "para haver um acordo, todos têm de ceder".
"Obviamente que o Governo, porque é o autor do projeto - e também é normal, porque é um anteprojeto maximalista para depois começar a ceder - e depois também tem de haver cedências, quer das entidades patronais, quer dos sindicatos", defendeu, lembrando que "uma empresa sãos os empresários, os gestores e os trabalhadores, todos têm que ter alguma coisa a gahar neste processo laboral, se não tiverem nada a ganhar, então não vai haver acordo".
"Portanto, todos têm de ceder para que todos possam ter alguma coisa a ganhar. É inevitável que o Governo ceda. O apelo que eu faço, na linha que o ando a fazer há cerca de um mês, é: houve um percalço pelo caminho, que foi a greve. Não é dramático. Agora vão sentar-se à mesa para conversar. Excelente. E agora façam um esforço de equilíbrio. A palavra chave neste processo é equilíbrio. Se todos ganharem alguma coisa, então a lei fica equilibrada e pode haver um acordo. Se não houver equilíbrio é mais difícil. O apelo que eu faço é então que se faça um diálogo sério e construtivo", evidenciou.
Recorde-se que Portugal teve ontem a sua primeira greve geral em 12 anos. Muitos foram os trabalhadores que faltam aos seus trabalhos para se manifestar contra a nova lei laboral que o Governo da AD quer implementar no país.
Apesar dos sindicatos terem garantido que a adesão à greve foi um sucesso, o Governo AD veio desvalorizá-la, garantindo que esta foi inexpressiva.
No entanto, um dia após a greve geral, a ministra do Trabalho convocou a UGR para uma reunião a realizar-se já na próxima semana.
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