Mário Centeno disponível para candidatura à vice-presidência do BCE

Janeiro 9, 2026 - 00:00
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Mário Centeno disponível para candidatura à vice-presidência do BCE

Em declarações ao jornal 'online', Centeno anunciou a sua disponibilidade e disse que foi incentivado por contactos europeus mantidos durante o tempo em que foi governador do BdP.

 

Esta tarde, a Lusa já tinha questionado o Ministério das Finanças sobre o tema, mas até ao momento não obteve resposta.

Ao Eco, o ex-ministro das Finanças referiu que a candidatura integra-se no seu "persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia".

Mário Centeno assegurou sentir-se "motivado e qualificado" para o cargo.

Entretanto, a Lusa tentou falar com Mário Centeno, mas até ao momento não foi possível.

A decisão do ex-governador foi conhecida na véspera do prazo final para os Estados-membros da zona euro apresentarem os candidatos ao cargo de vice-presidente do BCE.

Centeno já era apontado como um dos nomes na 'corrida' à sucessão de Luis de Guindos.

Em novembro, o ministro das Finanças disse que o Governo "vê sempre com satisfação" que um português concorra a um alto cargo europeu, quando questionado sobre a eventual candidatura de Mário Centeno.

"O Governo, naturalmente, como acontece sempre -- e como aconteceu, por exemplo, com o doutor António Costa [antigo primeiro-ministro ministro, agora presidente do Conselho Europeu] recentemente -- vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional", disse Joaquim Miranda Sarmento.

Segundo a imprensa local, entre os países que apresentaram candidatos para o cargo encontra-se Espanha, Finlândia, Letónia, Estónia, Croácia e Lituânia. Entre os nomes mais proeminentes, destaca-se o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn e o economista croata Boris Vujcic.

O primeiro cargo a ficar vago no BCE será o de vice-presidente, quando o mandato de Luis de Guindos terminar em 31 de maio de 2026. Em seguida, serão abertas candidaturas para substituir o economista-chefe, Philip Lane, em maio de 2027 e a presidente, Christine Lagarde, em outubro desse ano.

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