Maldivas proíbem venda de tabaco a quem nasceu a partir de 2007
As Maldivas decretaram a proibição da venda de tabaco a quem nasceu de 2007 em diante, tornando-se no primeiro país do mundo a tomar uma medida desta índole.
A lei, que entrou em vigor este sábado, 1 de novembro, visa "proteger a saúde pública e promover uma geração livre de tabaco", de acordo com o Ministério da Saúde do arquipélago, citado pela Agência France-Presse.
"De acordo com a nova norma, os indivíduos nascidos a partir de 1 de janeiro de 2007 estão proibidos de comprar, usar ou vender produtos de tabaco nas Maldivas", complementou.
O organismo detalhou que a proibição é aplicável a todas as formas de tabaco, estando os retalhistas obrigados a verificar a idade do consumidor antes da venda. A medida estende-se, também, aos turistas.
A tutela da Saúde apontou ainda que continua a proibir a importação, venda, distribuição, posse e uso de cigarros eletrónicos e produtos de vaporização, que é aplicável a todos os indivíduos, independentemente da idade.
Saliente-se que a venda de produtos de tabaco a menores de idade acarreta uma multa de cerca de 2.834,87 euros, enquanto o uso de dispositivos de vaporização traduz-se numa penalização de cerca de 283,49 euros.
Recorde-se que a Nova Zelândia, que foi o primeiro país a promulgar uma lei contra o tabagismo, revogou a medida em novembro de 2023, menos de um ano após a sua aplicação. O Reino Unido, por seu turno, está a analisar uma proposta semelhante, mas aplicável a quem nasceu depois de 2008.
De notar que Portugal tem uma das taxas mais baixas de utilização de cigarros eletrónicos no mundo, sendo que apenas 1% dos adultos portugueses afirmaram utilizar este tipo de dispositivo em 2023. Contudo, e segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do tabaco convencional é superior à média mundial (19,5%), atingindo 28,6% da população. Entre os homens, a taxa é de 34,8%, enquanto entre as mulheres chega aos 22,5% - valor quase quatro vezes superior à média global feminina.
Globalmente, a OMS estima que 1,9% da população com mais de 15 anos utiliza atualmente cigarros eletrónicos, o que representa cerca de 86 milhões de adultos - 53 milhões de homens e 34 milhões de mulheres.
O Governo de António Costa aprovou, em 2023, alterações à Lei do Tabaco, impondo restrições à venda e ao consumo, com o objetivo de promover uma geração livre de tabaco até 2040. No entanto, as mudanças mais relevantes acabaram por ser adiadas com a dissolução do Parlamento, no início de 2024.
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