Maioria para condenar Bolsonaro por 5 crimes (incluindo golpe de Estado)

Setembro 11, 2025 - 21:00
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Maioria para condenar Bolsonaro por 5 crimes (incluindo golpe de Estado)

O Supremo Tribunal Federal do Brasil formou maioria para condenar, esta quinta-feira, o antigo presidente Jair Bolsonaro por organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e outros três crimes.

 

Segundo O Globo, a juíza Cármen Lúcia - que garantiu a maioria da Primeira Turma do Supremo -, afirmou que há "prova cabal" de que um grupo liderado por Jair Bolsonaro tentou realizar um golpe de Estado.

"Para mim, há prova da presença de conluio entre essas pessoas, no sentido de uma organização que se integra, com a liderança do Jair Messias Bolsonaro", frisou a Juíza.

O juiz Alexandre Moraes e o juiz Flávio Dinis também votaram a favor da condenação do ex-presidente. Para formar maioria, note-se, é preciso o voto de três de cinco juízes.

Além de Jair Bolsonaro, foram também condenados outros sete réus: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Juíza vê

Juíza vê "prova cabal" do MP no processo contra Jair Bolsonaro

A juíza Cármen Lúcia considerou hoje haver "prova cabal" contra o ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro e sete membros da sua cúpula que estão em julgamento por tentativa de golpe de Estado. Lusa | 20:03 - 11/09/2025

Note-se que os acusados respondem por cinco crimes, à exceção de Alexandre Ramagem. São acusados de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de património. 

Esta é a primeira vez que um antigo presidente é condenado por tentativa de golpe de Estado na história do Brasil. 

O coletivo de juízes que forma a Primeira Turma (coletivo) do Supremo Tribunal Federal (STF) é composto pelo juiz Alexandre de Moraes (considerado o 'inimigo número um' do bolsonarismo), por Flávio Dino (ex-ministro da Justiça do Presidente Lula da Silva), Luiz Fux (indicado ao STF pela então Presidente Dilma Roussef), Cármen Lúcia (indicada ao STF por Lula da Silva) e Cristiano Zanin (ex-advogado pessoal de Lula da Silva).

Recorde-se que o processo penal contra o ex-Presidente desencadeou um conflito diplomático e comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, cujo Presidente, Donald Trump, aplicou tarifas de 50% a vários produtos brasileiros em retaliação a um julgamento que considera "uma caça às bruxas".

Ao mesmo tempo, aplicou uma série de sanções a membros do STF e ao procurador-geral, sendo que o mais visado foi o juiz Alexandre de Moraes, que já garantiu que não se intimidará.

[Notícia atualizada às 20h24]

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