Mainz condenado a pagar mais de um milhão de euros a antigo jogador

Novembro 12, 2025 - 20:00
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Mainz condenado a pagar mais de um milhão de euros a antigo jogador

O Mainz voltou, esta quarta-feira, a ser condenado a pagar uma verba de 1,7 milhões de euros ao extremo neerlandês Anwar El-Ghazi, que foi dispensado do clube alemão por comentários a favor da Palestina, em outubro de 2023.

 

O ataque das milícias palestinianas lideradas pelo Hamas no sul de Israel chocou israelitas e a generalidade da comunidade internacional.

Derrubadas de madrugada as vedações da fronteira comum, milícias entraram em Israel para atacar várias localidades e uma multidão de jovens num festival, ao mesmo tempo que eram lançados milhares de foguetes contra Israel, com um saldo de cerca de 1.200 mortos e 251 pessoas feitas reféns pelos islamitas.

Segundo a Sky Sports da Alemanha, o Tribunal entendeu que a liberdade de expressão de  Anwar El-Ghazi, neste caso, prevaleceu sobre os interesses do empregador. Assim sendo, ao valor de 1,7 milhões de euros acresce o remanescente do contrato do atleta.

«Temos de aceitar a decisão do tribunal de que o comportamento e as ações do nosso funcionário após o terrível ataque do Hamas, em 2023, não são motivos suficientes para a demissão imediata", disse Stefan Hofmann, presidente e líder do conselho de administração do Mainz.

Anwar El-Ghazi, de 30 anos, atua no Al-Sailiya (Qatar) e conta com passagens ainda por Ajax, Lille, Aston Villa, Everton, PSV, Cardiff.

O estado atual do conflito Palestina-Israel

Na segunda-feira, o Hamas Hamas acusou Israel de violações no primeiro mês de cessar-fogo. O grupo destacou que as violações têm vindo a ocorrer praticamente desde o início do acordo, apontando 271 palestinianos mortos e 622 feridos em ataques do exército israelita, bem como dezenas de detenções e demolições de casas, de acordo com um comunicado.

Além disso, assinalou o encerramento da passagem fronteiriça de Rafah, a proibição das atividades da agência da ONU para os Refugiados da Palestina (UNRWA) e restrições à ajuda humanitária.

"A ajuda humanitária efetivamente recebida não ultrapassou os 40% do número total de camiões que entraram no país durante o primeiro mês, representando menos de 200 camiões por dia", acusou o grupo palestiniano, acrescentando que a mesma situação se verifica em relação ao fornecimento de combustível.

O Hamas sublinhou que o combustível "é essencial para a recuperação da vida, permitindo que os geradores dos hospitais funcionem, que as estradas sejam abertas, os transportes circulem e as infraestruturas sejam reabilitadas.

Os islamitas palestinianos acusaram também Israel de recusar a entrada de maquinaria pesada, crucial para a remoção de escombros e a recuperação dos corpos dos reféns ainda por devolver.

O Hamas instou ainda a comunidade internacional a agir em relação ao cumprimento do acordo por parte de Israel, incluindo a entrega irrestrita de ajuda humanitária e de combustível, a abertura de várias passagens fronteiriças e a entrada do equipamento necessário para operar a central elétrica do território.

O Hamas tem relatado dificuldades em localizar os corpos dos reféns devido à grande quantidade de escombros amontoados por dois anos de conflito e à falta de acesso a maquinaria pesada.

Israel acusa, no entanto, os islamitas de atrasarem deliberadamente a entrega destes corpos para evitar discutir o desarmamento do movimento, uma questão que deverá ser debatida com os mediadores internacionais na segunda fase do acordo, a negociar quando os objetivos traçados para a primeira etapa forem alcançados.

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