Mãe julgada por matar filhas bebés com doudou em França
Uma mulher de 37 anos está a ser julgada por sufocar as filhas gémeas, de apenas de três meses, com um doudou, em 2022, em Gironde, França. Em tribunal, negou qualquer intenção de matar e defendeu que queria acalmar uma das bebés.
Segundo o jornal francês Le Figaro, o Ministério Público de Bordéus pediu, esta sexta-feira, uma pena de 18 anos de prisão, além de sete anos de supervisão pós-libertação, incluindo tratamento obrigatório, e uma pena de prisão de cinco anos por incumprimento desta medida.
O juiz do Tribunal de Justiça de Gironde, Martin Viver-Darviot, reconheceu que este é um caso que carrega um "imenso peso emocional", sobretudo devido ao facto de a mãe sofrer de depressão pós-parto, mas afirmou que há elementos que apontam para a intenção de matar, após a mulher ter admitido que colocou a "mão na parte inferior do rosto das suas duas filhas".
Na quinta-feira, a arguida, identificada como Jennifer B., disse em tribunal que queria "acalmar" Emma e Ambre porque estavam "agitadas". O incidente ocorreu pelas 12h00 de 19 de dezembro de 2022, na casa da família em Lamarque, Gironde.
No entanto, o procurador considerou que este foi "um gesto determinado que foi tudo menos natural" e está "muito longe de ser um gesto de apaziguamento".
"Pode questionar-se se este cobertor de conforto [doudou], colocado sobre o rosto das crianças, não tinha a intenção de esconder os seus rostos e evitar o olhar das suas duas filhas, que, além de estarem simplesmente agitadas, podem ter tido convulsões", disse.
O procurador argumentou, ainda, que a mãe estava "preocupada com o seu sofrimento pessoal", estando "exausta" e com "ansiedade grave" e, por isso, incapaz de "suportar o choro das filhas".
Após o parto, a mãe esteve dois meses numa unidade psiquiátrica especializada e ainda estava a tomar medicação na altura das mortes. "Pode questionar-se se a Sra. B. não estava num beco sem saída e se a solução que encontrou foi eliminar a principal fonte da sua ansiedade", defendeu o procurador.
A mulher disse, também, em tribunal que o período em que esteve internada foi como "uma descida ao inferno".
"Sentia-me inútil, inútil, queria morrer", disse, acrescentando que chegou a informar-se sobre processos de adoção.
Segundo os relatórios das autópsias, as causas das mortes foram asfixia, que não resultaram apenas dos doudous colocados nos seus rostos, mas sim da ação combinada do brinquedo com a oclusão total dos orifícios - nariz e boca - pela pressão de uma mão.
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