Mãe aceita boleia de traficante e filho fica paraplégico em acidente
Um menino de dois anos ficou paraplégico, no Reino Unido, depois de a sua mãe ter apanhado boleia para casa com o homem que lhe vendia produto estupefaciente.
Segundo conta o Daily Mail, Shayna Bowman, de 29 anos, permitiu que Rhys Farry lhe desse boleia a ela e aos seus três filhos, dois rapazes e uma rapariga, para casa depois de terem estado a assistir a um torneio de futebol. Quando aceitou o convite, sabia que o homem tinha estado a fumar drogas e a consumir álcool.
Durante o percurso, o homem de 30 anos passou um sinal vermelho e acabou por colidir contra outro carro, tendo o carro sido projetado, ainda, contra uma árvore.
Lesões graves para as crianças
Na sequência do acidente, o filho mais novo da mulher, de apenas dois anos, sofreu uma lesão grave na medula espinhal que o deixou paralisado da cintura para baixo. Os médicos indicaram que não voltará a andar.
A menina, de cinco anos, também sofreu fraturas no pescoço e deslocou um braço, enquanto o outro rapaz, de seis anos, ficou com uma fratura na clavícula, além de múltiplas lesões internas.
As investigações revelaram que nenhuma das crianças estava em cadeiras infantis ou assentos elevatórios, tendo sido, em vez disso, presas com cintos de segurança para adultos.
Os ocupantes do outro carro, duas mulheres, de 60 e 33 anos, sofreram apenas ferimentos ligeiros.
Detenção e acusações
A mãe das crianças foi detida e acusada de negligência. Já o condutor, concluiu-se, estava sete vezes acima do limite permitido para condução sob o efeito de drogas no momento do acidente, que aconteceu a 20 de abril.
Presente ao tribunal de Manchester, Shayna Bowman, que também estaria sob o efeito de drogas naquele dia, admitiu que foi "um grande erro" com o qual terá de viver "para o resto da sua vida".
"Os meus filhos são tudo para mim", afirmou.
A mãe, que podia ser condenada a uma pena de até 14 anos de prisão, por três acusações de negligência infantil, acabou condenada a 20 meses de prisão, suspensos por 20 meses, por o juiz considerar que ela estava apta a continuar a cuidar dos filhos.
A mulher beneficiou da simpatia do juiz, que defendeu que estaria a passar por dificuldades por ser mãe solteira de três filhos e que apesar do seu ato negligente, provou estar arrependida e disposta a fazer um melhor trabalho.
Já o condutor, Farry, de Chorlton-cum-Hardy, foi condenado a três anos de prisão, depois de ter admitido ter causado ferimentos graves por condução perigosa, condução sob o efeito de drogas e por não ter carta de condução nem seguro.
O homem era uma pessoa próxima de mãe, a quem esta recorria para comprar droga.
Após o acidente, as crianças ficaram sob proteção dos serviços sociais. A partir de agora, o tribunal disse acreditar que a mãe iria trabalhar e colaborar com estes serviços, para garantir que está a fazer um trabalho responsável enquanto mãe.
Para isso, vai fornecer amostras para análise, a fim de mostrar aos serviços sociais que não está a consumir drogas, e vai fazer exames regulares para mostrar que também não bebe álcool.
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