Liga lamenta morte de Pinto Balsemão: "Portugal ficou mais pobre"
"Francisco Pinto Balsemão foi um dos fundadores da nossa democracia, foi um exemplo - que perdurará - de luta pela liberdade de expressão, de empreendedorismo e inovação, um transformador social ímpar", disse o dirigente, numa nota emitida nas redes sociais.
Chefe de dois Governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, Francisco Pinto Balsemão era membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, tendo fundado o jornal semanário Expresso, ainda na ditadura, em 1973, a SIC, primeira televisão privada em Portugal, em 1992, e o grupo de comunicação social Impresa.
"Portugal ficou hoje mais pobre, sem um dos seus faróis de ponderação, de critério empresarial e visão social que a todos tocava. Para a história, além da sua forte personalidade e sentido cívico, ficam marcos como a fundação do Expresso e da SIC, marcos transformadores do Portugal moderno", acrescentou o presidente da LPFP.
A notícia da morte do militante número um do PSD foi transmitida pelo presidente social-democrata e primeiro-ministro, Luís Montenegro, na terça-feira, durante uma reunião do Conselho Nacional do partido, em Lisboa.
Em 1974, após o 25 de Abril, Francisco Pinto Balsemão fundou, com Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde designado como Partido Social Democrata (PSD), do qual era o militante número um.
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