Liga Árabe condena ataque em mesquita num campo de refugiados em Darfur

Setembro 21, 2025 - 16:00
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Liga Árabe condena ataque em mesquita num campo de refugiados em Darfur

O secretário-geral da organização pan-árabe, Ahmed Abulgeit, condenou o ataque num comunicado em que pediu o levantamento do cerco imposto pelas Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) a Al-Fashir, capital do Darfur do Norte e última grande cidade da região ainda controlada pelo exército regular, mais de dois anos após o início da guerra.

 

No texto, citado pela Agência EFE, Ahmed Abulgeit exigiu "a suspensão imediata das ações hostis em Al Fashir, o respeito e a proteção dos civis e a facilitação da entrada de ajuda" num local estratégico, que também abriga dois dos maiores campos de deslocados do Sudão, como Zamzam, que foi convertido um quartel militar para as RSF.

O Conselho Soberano do Sudão, o mais alto órgão executivo do país informou na sexta-feira que mais de 70 fiéis foram mortos na mesquita Al-Daraja em Al-Fashir enquanto realizavam as orações do amanhecer no dia sagrado muçulmano.

De acordo com a agência francesa de notícias, France-Presse (AFP), que citava a unidade de emergência do campo de deslocados, um 'drone' explosivo atingiu uma mesquita onde se encontravam reunidas dezenas de refugiados.

A coordenadora da Organização das Nações Unidas (ONU) no Sudão, Denise Brown, disse na sexta-feira que "o cerco contínuo de Al-Fashir já criou uma grave crise humanitária, interrompendo o acesso a alimentos, medicamentos e outros suprimentos vitais".

Um responsável das forças armadas, falando sob anonimato porque não está autorizado a falar com os meios de comunicação social, afirmou à AFP que os paramilitares tinham "assumido o controlo total" do campo na quinta-feira à tarde.

Cercada há mais de 500 dias por paramilitares, Al-Fashir alberga cerca de 260 mil civis, metade dos quais são crianças, segundo a ONU, que alerta também que a ajuda humanitária é quase inexistente.

A guerra no Sudão eclodiu a 15 de abril de 2023, já matou dezenas de milhares de pessoas. O conflito começou entre o exército regular sudanês, liderado por Abdel Fattah al-Burhan, e as RSF, lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo ('Hemeti').

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