Líder do Instagram ganha quase 1 milhão de dólares por ano
O Instagram está não só entre as apps mais populares da Meta como também entre as redes sociais mais usadas em todo o mundo, desfrutando de um estatuto que também a torna alvo de atenções que (enquanto empresa) possivelmente preferia não ter.
É o caso do julgamento que está atualmente em andamento nos EUA e onde estão envolvidas tanto a Meta como a Google, sendo que o CEO do Instagram, Adam Mosseri, testemunhou esta quarta-feira, dia 11, perante o tribunal civil de Los Angeles para rejeitar a ideia de “vício clínico” nas redes sociais.
Entre as informações partilhadas a propósito desta presença de Mosseri foi o salário do executivo da Meta que, de acordo com a CNN, é de quase um milhão de dólares por ano.
O advogado Mark Lanier - que defende a responsável pelo processo identificada apenas como Kaley - questionou Mosseri sobre o respetivo salário questionando se o Instagram não prioriza lucros ao invés da segurança dos utilizadores, levando o CEO da empresa a fornecer informações sobre quanto aufere enquanto líder da rede social.
Mosseri revelou que o seu salário base é “cerca de 900.000 dólares [757 mil euros] por ano”, notando que a sua compensação pode ser mais de 10 milhões de dólares (8,4 milhões de euros )por ano de acordo com bónus baseados no seu desempenho - sendo que em alguns anos pode atingir os 20 milhões de dólares (16,8 milhões de euros).
Redes sociais em julgamento
O caso gira em torno de Kaley G.M., uma californiana de 20 anos que foi exposta, ainda muito jovem e intensamente, a vários sites, entre os quais o YouTube e o Instagram.
O julgamento é considerado um caso-teste para as dezenas de processos judiciais semelhantes que estão em curso nos Estados Unidos.
"De certeza que devo ter dito que era viciado numa série da Netflix que via até altas horas da noite", explicou Adam Mosseri, "mas não acho que isso seja o mesmo que um vício clínico".
O advogado de acusação, Mark Lanier, contrapôs de imediato, apontando que a testemunha não tinha formação em medicina ou psicologia.
"Nunca afirmei ser capaz de diagnosticar um vício clínico", retorquiu Adam Mosseri, admitindo que, no passado, tinha "usado o termo de forma muito leviana".
Bombardeado com perguntas sobre a filosofia da Meta e do Instagram, o nova-iorquino defendeu a abordagem do grupo.
"Acho que é importante que as empresas, incluindo a nossa, garantam que o que criamos é seguro", disse o gestor que lidera o Instagram desde 2018.
Questionado sobre o potencial dilema entre o bem-estar do utilizador e os lucros da empresa, Adam Mosseri afirmou que "proteger os menores também tem um efeito positivo nos negócios e nos lucros".
"A longo prazo", insistiu, "tomar decisões que beneficiem" a empresa à custa dos seus utilizadores "pode revelar-se muito problemático para o negócio".
A audição de Adam Mosseri antecede o aguardado depoimento de Mark Zuckerberg, agendado para 18 de fevereiro.
Leia Também: Terá de pagar por novas opções do Facebook, Instagram e WhatsApp
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0

