Leitão critica "96 horas de inação". Carta de Moedas "é falaciosa"
A candidata socialista à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Alexandra Leitão, reiterou, esta segunda-feira, 8 de setembro, que são necessárias mais explicações sobre o acidente do Elevador da Glória, que fez 16 mortos e mais de 20 feridos. Sem pedir, pelo menos para já, a demissão de Carlos Moedas.
"Nesta fase limito-me a pedir mais esclarecimentos e apuramento de responsabilidades. Não direi mais do que isso. Isto não é aproveitamente político. Isto é o necessário para restabelecer a confiança das pessoas nos equipamentos municipais e para honrar as vítimas. É o mínimo", defendeu, enquanto falava aos jornalistas, a partir de Lisboa.
Apesar de "não ter exigido, nem exigir, com os dados que temos, a demissão do engenheiro Carlos Moedas", Alexandra Leitão considerou que, "na sequência da tragédia temos tido 96 horas, quatro dias, de inação do presidente de Lisboa".
"Não convocou o executivo camarário, o executivo reuniu-se hoje por iniciativa de outro partido, foi para o Conselho de Ministros não se percebe fazer o quê, não falou, tirando ontem, aos lisboetas e quando falou foi para insultar e não para dar soluções", atirou, garantindo que o PS apresentou hoje várias medidas na CML.
"Um gabinete de apoio às vítimas, fazer auditorias aos protocolos de vistorias dos elevadores. Uma vez que estas claramente falharam. Não estou a dizer que é culpa de ninguém. Estou a dizer que é um dado objetivo e que deve ser atalhado", disse.
Além disso, uma vez que "os elevadores vão ficar sem funcionar durante muito tempo, "é preciso arranjar meios alternativos de transporte, é preciso chamar a Ordem dos Engenheiros, chamar os técnicos, chamar as universidades e arranjar soluções".
A candidata do PS, apoiada por Livre, Bloco de Esquerda e PAN, aproveitou a presença dos jornalistas para citar "um polígrafo" que confirmou o que já tinha dito a "várias televisões". "A carta que Carlos Moedas tornou pública que aumentou em 30% a manutenção da Carris é uma carta falaciosa porque, na verdade, como ficou demonstrado, o investimento na manutenção daquele tipo de elevadores foi de 4%, o que significa que na prática é, digamos, para uma pessoa que dá tanta importância à comunicação, um erro de comunicação", ironizou.
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