Leilão à vista: Santa Casa coloca 12 imóveis em hasta pública
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai colocar um conjunto de imóveis para venda por hasta pública numa sessão que se vai realizar no dia 4 de fevereiro de 2026.
Em comunicado, a SCML adianta que o leilão vai realizar-se às 10h00, na Sala de Extrações da Santa Casa (no Largo da Trindade Coelho, em Lisboa).
"A concretização desta medida permitirá a rentabilização de ativos da SCML, através de uma gestão estratégica focada na eficiência e racionalidade, dando um contributo fundamental para a recuperação de património da Instituição, bem como para o reforço das respostas nas áreas da Saúde e Ação Social", pode ler-se no site da Santa Casa.
É ainda explicado que, "no âmbito do Plano de Reestruturação da SCML, está em curso a medida estratégica de Alienação de Ativos Imobiliários e Participações Societárias Não Relevantes da Instituição", sendo que "este processo será pautado por critérios de isenção, rigor e idoneidade, ao abrigo de um processo de hasta pública devidamente regulamentado".
Os imóveis em causa, cujo valor global ascende a 8,1 milhões de euros, situam-se nos concelhos de Lisboa, Cascais, Oeiras e Sintra, segundo o Jornal de Negócios, que avançou com a notícia.
Além disso, três têm um valor base superior a um milhão de euros, que dizem respeito a dois prédios em Arroios e a um terreno em Campolide. Pode consultar a lista de imóveis aqui.
Segundo a Santa Casa, o calendário da hasta pública é o seguinte:
- 28 de janeiro 2026 até às 16h– data limite para pedidos de esclarecimentos através do e-mail hastapublica@scml.pt
- 3 de fevereiro 2026 até às 16h– data limite para apresentação das candidaturas
- 4 de fevereiro 2026 às 10h– sessão de hasta pública
"Podem licitar os candidatos admitidos e cujas propostas foram aceites para o imóvel em causa", explica a Santa Casa no seu site. Pode esclarecer mais dúvidas relacionadas com a hasta pública aqui.
"Não há uma bala de prata para resolver problema da habitação"
A secretária de Estado da Habitação admitiu na semana passada que "não há uma bala de prata para resolver o problema da habitação", apontando que é um problema "complexo que tem de ter uma gestão integrada".
A habitação "é um problema complexo que tem de ter uma gestão integrada, temos de estar de mãos dadas na parte social, construção e orçamento para conseguir resolver", defendeu Patrícia Gonçalves Costa, na apresentação de um relatório da OCDE, em Lisboa, com foco na habitação.
"Não é o Estado central que o resolve sozinho, nem as regiões autónomas nem autarquias, é um contínuo diálogo", salientou, apontando que também foram dados contributos e sugestões à Comissão Europeia para o plano europeu da habitação.
A secretária de Estado assumiu ainda que a "habitação hoje em Portugal é uma das maiores fontes de preocupação social e uma ameaça real à coesão enquanto sociedade", apontando que o diagnóstico "assenta numa procura que cresceu de forma acelerada impulsionada também pela atratividade de cidades e pela imigração", cujos efeitos não foram acautelados.
Tendo em conta este cenário, as recomendações da OCDE vão no sentido de "desbloquear a oferta pública e voltar a pôr em funcionamento o motor da habitação", notou.
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