Kokçu explica o que falhou no Benfica: "Estava sozinho..."
Orkun Kokçu concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva turca TRT Spor, na qual 'abriu o livro' a propósito dos motivos que o levaram a abandonar o Benfica, no passado mercado de transferências, rumo ao Besiktas, a título de empréstimo, com uma cláusula de compra obrigatória de até 30 milhões de euros.
"Eu tive uma discussão com o treinador [Bruno Lage], durante o Campeonato do Mundo de Clubes, no verão. Na verdade, passei bons momentos, no Benfica, mas tive dificuldades, na vida quotidiana. Não consegui encontrar o meu ritmo. Eu queria a transferência, falei sobre isso com o meu pai. Para mim, o mais importante na vida é ser feliz", começou por afirmar.
"Eu vivi em Portugal durante dois anos. Já estava confortável, nos Países Baixos, tenho lá a minha família e o meu ambiente. A vida estava a fluir. Em Portugal, deparei-me com as realidades da vida, e isso foi um pouco difícil. Falei com o meu pai e com a minha família, e equacionei todas as opções. Quando surgiu o Besiktas, não podia recusar", prosseguiu.
"Eu sonhava com o Besiktas, quando era pequeno. Não sou o tipo de pessoa que se limita a construir uma carreira, porque, no final, tudo é esquecido. Eu queria vir para um sítio onde pudesse ser feliz, e estou verdadeiramente feliz, no Besiktas. Por vezes, escrevem que o Orkun está infeliz, mas não é verdade. Estou feliz", completou.
"Aqueles dois anos no Benfica foram solitários"
Orkun Kokçu, recorde-se, chegou ao Benfica no verão de 2023, proveniente do Feyenoord, a troco de uma verba na ordem dos 25 milhões de euros (mais cinco milhões de euros em bónus), que, na altura, o tornava no mais caro reforço da história do clube. Um estatuto que, no entanto, garante o próprio, não teve qualquer tipo de influência.
"As pessoas falam de quantias e tudo isso, e é cansativo. No final, as pessoas vão falar, é normal, é a realidade do futebol, mas acreditem em mim, eu não deixo que isso me incomode, de todo. Eu sei o que consigo fazer. Toda a gente fala. Eu aprendi isto, no Feyenoord e no Benfica. Todos falam, mas eu faço o que é certo", refletiu.
"A vida era fácil, nos Países Baixos. A minha família e os meus amigos estavam lá, comigo. Em Portugal, estava sozinho. A minha família vinha ver os meus jogos, todas as semanas, mas eu fiquei em casa durante dois anos, em Portugal. Não sou alguém que se adapte facilmente. Não sou uma pessoa muito social, fora do futebol", reconheceu.
"Aqueles dois anos foram solitários. Felizmente, os meus pais vinham sempre. Eles vinham ver os meus jogos e ficavam por lá. Eu vi essas realidades. A vida é fácil, sob circunstâncias normais, mas é um pouco mais difícil, quando estás sozinho", concluiu o médio, que leva uma assistência (e zero golos) ao cabo de 20 jogos, ao serviço do Besiktas.
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