Keylor Navas pede "castigo pesado" para Prestianni: "Não é erro pontual"

Fevereiro 20, 2026 - 11:00
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Keylor Navas pede "castigo pesado" para Prestianni: "Não é erro pontual"

Keylor Navas concedeu uma extensa entrevista à edição desta sexta-feira do jornal espanhol As, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelo alegado caso de racismo que acabou por 'manchar' o triunfo conquistado pelo Real Madrid sobre o Benfica, em pleno Estádio da Luz, por 0-1.

 

Vinícius Júnior marcou o (grande) golo que acabou por fazer a diferença, no encontro da primeira mão dos playoffs de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, antes de se queixar junto do árbitro francês François Letexier de que o internacional argentino lhe tinha chamado "mono" ("macaco", em português"), algo que, para o costa-riquenho, deveria ser exemplarmente sancionado.

"É muito triste, porque algo assim não deveria ocorrer com nenhuma pessoa no mundo. Quando isto sucede com alguém que conheces, como é o caso do Vini, sentes-te identificado com o sentimento e com a dor pela qual ele pode estar a passar, neste momento", começou por afirmar o guarda-redes do Pumas.

"Oxalá que todos aqueles que podem fazer algo tentem fazê-lo, para que esse desprezo e esses comentários não tenham lugar, nem com o Vini, nem com ninguém", prosseguiu o 'veterano', que, recorde-se, chegou a partilhar balneário com o brasileiro, na temporada de 2018/19, no Santiago Bernabéu.

"Não sei qual será o castigo justo, mas algo deveria haver. É necessário um castigo pesado para as pessoas que erram de forma intencionada. Aquilo não é um erro pontual, mas sim um pensamento que se leva dentro, e, quando uma pessoa se sente atacada, saca-o para fora. Deveria receber um castigo, para evitar que isto volte a acontecer", concluiu.

"Retirar-me antes de Cristiano Ronaldo? Nunca se sabe..."

Nesta mesma entrevista, Keylor Navas garantiu que ainda não lhe passa pela cabeça colocar um ponto final na carreira de futebolista profissional, ainda que esteja já a caminho dos 40 anos de idade, e conte com uma carreira rica, passado ao serviço de 'colossos' como Real Madrid ou Paris Saint-Germain.

"Foram duas décadas muito bonitas, mas é verdade que passaram a voar, com momentos muito bons e outros não tanto (...). Estou a desfrutar da melhor maneira e a dar 100% de mim, como sempre. A minha forma de entender o futebol foi sempre de entregar-me ao máximo e de cuidar-me da melhor maneira possível. Se não fosse assim, não estaria como estou, hoje", sublinhou.

Questionado sobre a possibilidade de se retirar antes dos amigos Cristiano Ronaldo (no Al Nassr, aos 41 anos de idade) e Luka Modric (no AC Milan, aos 40), o internacional costa-riquenho recusou comprometer-se: "Nunca se sabe, mas garanto que ambos são grandes profissionais. No futebol, não há segredos nem casualidades. Ambos fizeram as coisas bem feitas, e, por isso, estão em plena forma, com a idade que têm".

"Sempre sonhei em grande, e imaginei as melhores coisas, mas os planos de Deus chegam onde a mente humana não é capaz de alcançar. A minha meta foi poder escrever a minha história da maneira mais bonita possível, e foi realmente linda", rematou.

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