Kevin Warsh, um "falcão". Quem é o escolhido por Trump para a Fed?

Janeiro 30, 2026 - 15:00
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Kevin Warsh, um "falcão". Quem é o escolhido por Trump para a Fed?

Warsh vai assim suceder a Jerome Powell quando o mandato do atual presidente do banco central americano terminar em maio, sendo que a nomeação ainda tem de ser confirmada pelo Senado, que tem maioria republicana.

 

Natural de Albany, Nova Iorque, Kevin Warsh formou-se em Direito em Stanford e Harvard e trabalhou até 2002 na Morgan Stanley, onde chegou ao cargo de vice-presidente.

Deixou o banco para se tornar um dos conselheiros económicos do presidente George W. Bush, especificamente responsável por fluxos de capital, mercados financeiros e setor bancário.

Foi durante esse período que casou com Jane Lauder, herdeira do grupo de cosméticos Estée Lauder, ligação familiar que o aproxima de Donald Trump.

O pai de Jane, Ronald Lauder, multimilionário e um dos principais financiadores do Partido Republicano, é amigo de infância do presidente norte-americano e seu conselheiro ocasional.

Warsh foi nomeado para o cargo de governador da Fed em 2006 pelo então presidente republicano George W. Bush e, aos 35 anos, tornou-se o membro mais jovem do Conselho de Governadores da história do banco central.

Durante a crise financeira de 2008, foi o principal elo de ligação entre a Fed e Wall Street, tendo também representado o banco central no G20.

Podia ter permanecido no cargo até 2018, o fim previsto do seu mandato, mas renunciou em 2011, criticando a continuidade da política monetária altamente acomodatícia adotada para apoiar a recuperação após a crise financeira de 2008. Esta decisão classificou-o como um "falcão", termo usado para descrever autoridades fortemente comprometidas com o combate à inflação e resistentes a cortes nas taxas de juros.

Este ponto pesou contra Warsh aos olhos da atual administração, mas passou o ano de 2025 a enviar sinais favoráveis à Casa Branca, defendendo cortes nas taxas de juros e criticando o banco central.

Warsh posicionou-se nos últimos meses como defensor das políticas presidenciais e crítico do banco central, tendo defendido que "os americanos teriam salários líquidos mais altos e maior poder de compra se os dirigentes da Reserva Federal parassem de defender os seus erros e começassem a corrigi-los".

Segundo Warsh, o banco central deve, em particular, "abandonar o dogma de que a inflação é causada por crescimento económico excessivo e salários excessivamente altos". A inflação ocorre "quando o Governo gasta demais", concluiu.

Atualmente, o republicano é investigador na Hoover Institution, de tendência conservadora, e professor na Stanford Graduate School of Business.

Esta escolha surge num contexto marcado por críticas à pressão da Casa Branca sobre o banco central norte-americano, cuja independência é considerada fundamental para cumprir o duplo mandato de controlar a inflação e impulsionar o emprego.

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