Justiça ordena a Trump que reinstale exposição sobre escravatura nos EUA
Citando George Orwell na sua declaração, Cynthia Rufe escreveu ter sido convocada para "determinar se o governo federal possui o poder de que se reivindica de travestir e desmantelar estas verdades históricas", "como se o Ministério da Verdade no [romance distópico] '1984' ainda existisse, como o seu slogan 'A ignorância é a força'".
Na sua decisão, responde que o governo "não tem" aquele poder.
A juíza determina que os Parques Nacionais, que desmantelaram a exposição, "reinstalem todos os painéis, cartazes e vídeos que estavam em exposição".
Ao governo federal é proibido "qualquer acrescento, supressão, destruição ou mortificação suplementar" sem o acordo da cidade de Filadélfia, que esteve na origem deste processo judicial.
à exposição estava aberta desde 2010, na "President's House" de Filadélfia, primeira residência oficial do presidente dos EUA, quando a capital federal estava nesta cidade do Estado da Pensilvânia.
Intitulada "Liberdade e escravatura na construção de uma nova nação", homenageia nove dos escravos do primeiro presidente, George Washington, cujo aniversário é celebrado hoje.
A sua desmontagem seguiu-se a uma ordem executiva de Trump, de março, para "restabelecer a verdade na história americana" e eliminar os "contos conflituais", e que a atacava diretamente.
"A preservação das ideias da nossa nação passa pela verdade total sobre a nossa história, com os bons e os maus. Continuarei a bater-me para que as peças expostas sejam inteiramente recolocadas no seu lugar e acessíveis ao público", comentou o congressista democrata pelo Estado da Pensilvânia, Brendan Boyle, depois da decisão judicial de hoje.
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