Jornalista ucraniano aborda alegada filha de Putin: "O teu pai matou…"
Um jornalista ucraniano encontrou-se em Paris, França, com Yelizaveta Krivonogikh ou, como é mais conhecida, Luiza Rozova, filha bastarda do presidente russo, Vladimir Putin.
Abordada numa rua em Paris, o jornalista Dmytro Sviatnenko questionou a jovem de 22 anos, em russo, sobre a guerra na Ucrânia, filmando-a.
"Há três semanas, o teu pai matou o meu irmão. Como consegues viver numa Europa cheia de ódio?", perguntou o jornalista ucraniano, citado pelo portal de notícias ucraniano Censor.Net.
Luiza Rozova, alegada filha de Putin, pediu que não a filmassem, uma vez que não havia dado autorização para o fazerem.
No entanto, o jornalista continuou: "Bem, sabes que, neste momento, Kyiv está sem energia elétrica. E, neste exato momento, estão a soar as sirenes de ataques aéreos. Nós também não demos o nosso consentimento para isto".
"Qual é a tua opinião sobre as políticas do teu pai? Apoia-lo?", questionou Sviatnenko, tendo a jovem respondido: "O que é que tenho a ver com isso?".
O jornalistas voltou a perguntar se a jovem apoiava as políticas de Putin e a resposta foi a mesma.
"Ele é teu pai. No mínimo, poderias ligar para ele agora mesmo e dizer: 'Pai, para de bombardear Kyiv'", disse o jornalista, que chegou a dizer à jovem que lhe pagaria um bilhete de avião para ir até à capital ucraniana, mas que por causa do "pai não há voos para a Ucrânia".
Depois de alguma troca de argumentos, Luiza Rozova afirmou: "Infelizmente, não há nada que possa fazer. Sinto muito. Acho que conversámos o suficiente. Lamento muito que tudo esteja a aconteceu desta forma. Não sou a responsável por esta situação. Fico feliz por ter tido a coragem de vir falar comigo, mas, infelizmente, não posso ajudar de maneira nenhuma. Desejo-lhe uma boa noite".
De acordo com o jornalista ucraniano, a alegada filha bastarda de Putin trabalha numa pequena galeria de arte em Paris chamada Galerie L. No dia em que a confrontou, Sviatnenko contou que a galeria estava a inaugurar uma exposição.
Depois de fechada a galeria, a jovem de 22 anos e uns colegas permaneceram naquele local a beber até às 23h00 locais.
O jornalista afirmou ainda que, durante a sua conversa com Luiza, percebeu que um dos homens que estava com ela parecia ser um guarda-costas.
“Your father killed my brother.”
A Ukrainian journalist encountered Putin’s illegitimate daughter, Yelizaveta Krivonogikh, in Paris.
She declined to comment. pic.twitter.com/J9dqGifwrk — NEXTA (@nexta_tv) December 3, 2025
Quem é Luiza Rozova?
Pouco antes da Rússia invadir a Ucrânia, Luiza ter-se-á mudado para Paris e formou-se na Escola ICART de Gestão Cultural e Artística em junho de 2024. Na altura, ao deixar a Rússia, lamentou não poder passear pela sua "amada São Petersburgo" e viria a eliminar todas as contas nas redes sociais, onde partilhava uma vida glamorosa.
Nascida a 3 de março de 2003, acredita-se que Luiza é fruto de um breve relacionamento amoroso entre o presidente da Rússia e Svetlana Krivonogich, uma antiga empregada de limpeza que se tornou uma das mulheres mais ricas da Rússia. A mulher terá sido amante de Putin no final dos anos 1990 e no início dos anos 2000.
As alegações sobre a identidade do pai de Luiza foram divulgadas pela primeira vez em 2020 pelo projeto investigativo crítico ao Kremlin 'Proekt'.
De notar que Vladimir Putin tem duas filhas, Maria e Katerina Putina, fruto do seu casamento com Lyudmila, de quem se divorciou em 2013. Tem também dois filhos com a ginasta olímpica Alina Kabaeva, que foi sua amante durante mais de 20 anos.
Cessar-fogo na Ucrânia? Ainda não há "acordo"
Na terça-feira, o encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, não produziu "qualquer acordo" sobre os territórios ocupados na Ucrânia.
Contudo, o conselheiro diplomático russo, Yuri Ushakov, salientou que a discussão, que durou cerca de cinco horas, foi "útil" e "construtiva", ao mesmo tempo que frisou que "ainda há muito trabalho a fazer".
Nessa linha, vários líderes europeus sublinharam a necessidade de se alcançar uma "paz justa e duradoura" para a Ucrânia, comprometendo-se a "trabalhar para voltar a acender as luzes".
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