Jorge Pinto responde a Chega: "Vergonha era andar atrás do Vieira" do SLB
O Chega satirizou hoje o resultado de Jorge Pinto nas presidenciais por ter ficado atrás de Manuel João Vieira e o deputado do Livre respondeu que vergonha era ter andado atrás do ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, aludindo a André Ventura.
A troca de argumentos entre o deputado do Chega Bernardo Pessanha e o parlamentar do Livre deu-se na sessão plenária desta tarde após uma declaração política de Jorge Pinto sobre a necessidade de haver prevenção de fenómenos extremos.
Jorge Pinto centrou a sua intervenção na resposta do Estado a situações de catástrofes, a propósito do impacto do mau tempo que atingiu Portugal, defendendo que o país deve ter como desígnios "planeamento, preparação e prontidão" para antecipar e responder a fenómenos extremos.
À intervenção do deputado do Livre, o parlamentar do Chega Bernardo Pessanha respondeu acusando Jorge Pinto de não falar em medidas concretas e de "desconexão com a realidade", aproveitando o pretexto para satirizar o resultado da candidatura presidencial apoiada pelo Livre.
"Talvez esta desconexão com a realidade explique porque é que o Livre, quando decidiu testar a sua prontidão eleitoral, o resultado foi aquele que todos conhecemos, ficou atrás de Manuel João Vieira", disse, acrescentando que "os portugueses distinguem muito bem discursos simbólicos e folclóricos da capacidade real para responder em momentos críticos".
Jorge Pinto respondeu que "não tem vergonha absolutamente nenhuma de ter ficado atrás do [Manuel João] Vieira" e que teria sim vergonha de "ter andado atrás do Vieira, mas do outro, que deixou um calote de milhões aos portugueses", referindo-se à relação entre o líder do Chega, André Ventura, e o antigo presidente do Benfica Luís Filipe Vieira.
"Aquele que o seu líder andou atrás a pedinchar fotografias e a bajular diariamente. Disso eu teria vergonha e viria aqui pedir desculpa", atirou.
O deputado do Livre acusou ainda o deputado Bernardo Pessanha de trazer pedidos de esclarecimento escritos por assessores, uma vez que questionou sobre algo que foi respondido na intervenção inicial.
Depois desta intervenção, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, pediu à mesa a defesa da honra da bancada para desmentir que as intervenções sejam escritas por assessores e acrescentou que se Jorge Pinto respeita o parlamento devia ter pedido para suspender o seu mandato durante a campanha eleitoral, acusando-o de ter ser uma fraude, tal como a sua candidatura e o Livre.
Jorge Pinto replicou que manteve o seu mandato porque continuou a atividade parlamentar, tendo apresentado perguntas ao Governo e projetos de resolução, argumentando que "trabalho parlamentar é muito mais do que estar sentado na última fila a mandar bocas" e que "seis deputados [do Livre] que valem por mais de 60" do Chega.
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