Jorge Pinto: "Europeísta convicto" que quer levar "novo sotaque" a Belém
O deputado do Livre Jorge Pinto assume-se como um europeísta convicto, vê a esquerda como "uma janela" e é o candidato mais novo na corrida a Belém, para onde se propõe levar um "sotaque novo".
Eduardo Jorge Costa Pinto nasceu em Amarante, cidade do distrito do Porto conhecida como "a princesa do Tâmega", a 20 de abril de 1987.
Filho de dois professores, Jorge e Ercília, e conhecido entre os amigos como "Jójó", cresceu numa quinta no centro de Amarante, numa família numerosa, com nove irmãos do lado do pai e cinco do lado da mãe.
Desde novo que Jorge Pinto revelou ter uma forte consciência política, associando-se a vários movimentos associativos, na defesa da causa timorense e ambiental.
É licenciado em Engenharia do Ambiente e doutorado em Filosofia Social e Política.
Aos 21 anos, saiu de Portugal: fez Erasmus na Lituânia e elaborou a sua tese de mestrado na Índia, antes de viver em países como França, Itália ou Bélgica.
Foi em Bruxelas que residiu mais tempo e onde se fixou em 2012 como funcionário europeu, tendo trabalhado na agência de apoio à aviação europeia Eurocontrol e exercido funções na Comissão Europeia.
Aos 18 anos, filiou-se no PS, partido do qual saiu em 2013, altura em que António José Seguro - também candidato presidencial - era líder socialista.
Em 2014, foi um dos fundadores do Livre e dez anos depois o primeiro deputado do partido eleito pelo círculo eleitoral do Porto.
Define-se como um "europeísta convicto" e já disse ver a esquerda como "uma janela" e não "uma gaveta", em resposta a declarações de Seguro. A sua referência política na Presidência da República é Jorge Sampaio.
É casado com uma violoncelista espanhola e tem um filho de um ano.
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