"Joguei contra Salah e não pensei 'Oh meu Deus'. Estou-me a ca***"
O Liverpool está a assinar um arranque de temporada aquém das expetativas, com quatro derrotas, um empate e oito vitórias ao cabo de 13 partidas oficiais, que vai colocando até as principais estrelas 'debaixo de fogo', como é o caso de Mohamed Salah, que soma três golos e outras tantas assistências.
Pese embora seja unanimemente considerado um nome incontornável na história dos reds, o internacional egípcio é cada vez mais questionado, nomeadamente, por Troy Deeney, antigo avançado, que se destacou ao serviço de clubes como Watford, Walsall ou Birmingham City, e que, atualmente, atua enquanto comentador desportivo, na rádio britânica talkSPORT.
"Penso que ele é um jogador muito boa. Obviamente, teve uma carreira inacreditável, estar a dois golos de distância dos 250, para o Liverpool [em todas as competições] é fantástico, mas ele também é humano", começou por afirmar, antes de analisar um lance em específico protagonizado pelo próprio, na passada quarta-feira, aquando da goleada aplicada ao Eintracht Frankfurt, em pleno Deutsche Bank Park, por 1-5.
"O exemplo que dou para alegar que ele não é de classe mundial foi o que aconteceu na reta final do jogo, onde teve a oportunidade de, simplesmente, deixar a bola em Florian Wirtz, mas rematou e falhou. A minha definição de classe mundial é tomar a decisão correta mais vezes do que a errada", prosseguiu.
"Eu penso que, naquele tipo de momentos, ele toma muitas decisões erradas. Ele pensa muito no Mo Salah, em primeiro lugar. Percebem o que estou a dizer?", completou.
"As pessoas vão dizer 'Parece estar com inveja'. Confiem em mim, estou-me a ca***"
No entanto, Troy Deeney não se ficou por aqui, e foi ao ponto de questionar o lugar de Mohamed Salah enquanto referência histórica da Premier League: "O meu argumento é aquilo que eu vi, quando defrontei estes tipos. Eu joguei contra o Liverpool, e Salah marcou um hat trick, mas não deixei o campo a pensar 'Oh meu Deus, ele foi fantástico'".
"Depois, as pessoas vão dizer 'Parece estar com inveja'. Confiem em mim, estou-me a ca***. Não me interessa, mesmo. Quando jogámos contra Eden Hazard, no Chelsea, pensámos 'Oh meu Deus, ele está num nível diferente'. Percebem o que estou a dizer? Jogavas contra Kevin de Bruyne e David Silva, e pensavas 'Oh meu Deus, não podemos aproximar-nos deles'", atirou.
"Quando Kevin de Bruyne recebia a bola naquela ala direita, atrás de toda a tua equipa, pensavas 'Estamos bem posicionais, está tudo bem', mas ele cruzava e [Sergio] Aguero marcava. Perguntas a ti mesmo 'Como é que aquilo aconteceu?'. Esse é o tipo de coisas de coisas de que estou a falar", acrescentou.
"Enquanto jogador que treina e faz tudo o resto, vês coisas desse tipo de perguntas a ti mesmo 'Como é que é possível?'. Simplesmente, não consegues compreender como é que era possível eles fazerem aquilo", rematou o ex-jogador inglês (de ascendência jamaicana), atualmente, com 37 anos de idade.
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