Inquérito à morte de migrantes no Canal da Mancha critica falhas no resgate
O documento, apresentado pelo antigo juiz Ross Cranston esta manhã em Londres, concluiu que o centro de coordenação da guarda costeira em Dover, "operava com escassez crónica de pessoal e capacidade limitada", tendo estas deficiências contribuído diretamente para o fracasso das operações de socorro na noite do acidente.
No total, foram identificadas 27 vítimas, entre homens, mulheres e crianças, e quatro pessoas continuam desaparecidas no naufrágio na noite de 23 de novembro de 2021, ocorrido durante a travessia do canal.
Cranston sublinhou que atravessar o canal num pequeno barco de borracha, sobrelotado e não navegável, é "uma atividade intrinsecamente perigosa" devido às correntes fortes, águas frias e elevado tráfego marítimo e que, por isso, "deve acabar" para prevenir novas mortes.
O inquérito reconheceu o trabalho das equipas da guarda costeira, da organização de socorro marítimo, da força de controlo das fronteiras e de voluntários que operam em condições difíceis, mas defendeu mudanças estruturais para reforçar o sistema de salvamento marítimo.
O relatório, que foi entregue ao Parlamento, apresentou 18 recomendações para melhorar a capacidade e coordenação do Reino Unido nas operações de emergência no mar.
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