Inglaterra a ferro e fogo. "Ruben Amorim estava a tentar ser despedido"
Simon Jordan disse acreditar que Ruben Amorim quis forçar a demissão ao 'explodir' a conferência de imprensa de rescaldo ao empate do Manchester United na casa do Leeds (1-1). Na antena da talkSPORT, esta segunda-feira, o antigo proprietário do Crystal Palace apontou o dedo ao treinador português, falando de uma postura pouco profissional, mas não deixou de considerar que as palavras de Amorim não foram tão graves como as de Enzo Maresca, que também saiu do Chelsea por divergências com a direção.
"Na verdade, eu ouvi o Ruben Amorim ontem e não achei que, em comparação com Maresca [do Chelsea], aquilo que disse fosse particularmente controverso. Ele fez uma tomada de posição sobre o papel que tinha de ter, mas pedir às pessoas para fazerem o seu trabalho não é o mesmo que dizer que teve as piores 48 horas da sua vida e que não foi apoiado", começou por dizer Simon Jordan, prosseguindo com a sua análise.
"Eu olhei e pensei que foi pouco profissional, que é algo que estes treinadores parecem mostrar muito aos dias de hoje. O Maresca também o foi. Não podes dizer algo assustador e esperar que te safes disso. Quando estava a ouvi-lo [Ruben Amorim] só pensava: 'O que queres com isto?'. Vou assumir que ele estava a tentar ser despedido e indemnizado", atirou o antigo dirigente do Crystal Palace, explicando as razões que o levam a ter tal teoria.
"Não consigo ver isto de outra forma. Se virem a linguagem que ele usou, dizendo que iria ficar por mais 18 meses, a não ser que algo mudasse... Qual era o objetivo de Ruben Amorim? Tivemos 14 meses com ele a dizer coisas absurdas e depois vimos que a equipa foi melhorando aos poucos. E agora ele virou tudo ao contrário", rematou Simon Jordan.
🤷️ "He was trying to get fired and get paid!"
🤦️ "What was the point of Ruben Amorim?"
Simon Jordan reacts to #MUFC sacking Ruben Amorim! pic.twitter.com/g9IcknkBoJ — talkSPORT (@talkSPORT) January 5, 2026
Da explosão na sala de imprensa à decisão do United
Em menos de 24 horas, Inglaterra ficou a ferro e fogo por conta de uma nova crise instalada no Manchester United.
Ruben Amorim visou publicamente, na tarde de domingo, a direção do clube, lembrando que havia sido contratado para ser manager e não apenas treinador, e acabou por motivar uma decisão drástica, que foi anunciada na manhã desta segunda-feira.
"Eu sei que o meu nome não é Conte, Mourinho ou Tuchel, mas sou o manager do Manchester United e assim vou continuar a ser por mais 18 meses ou até quando a direção decidir mudar", afirmou, em conferência de imprensa, em Elland Road, antes de concluir.
"Vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador principal. Fui muito claro. Isto vai acabar dentro de 18 meses e toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo e o meu trabalho não é ser só treinador. Se as pessoas não sabem lidar com Gary Neville ou qualquer outro crítico, temos de mudar o clube", finalizou, naquela que foi mesmo a última aparição pública de Amorim como treinador do Manchester United.
A direção dos red devils parece não ter gostado das palavras do treinador e decidiu antecipar o final de contrato, numa decisão oficializada a meio da manhã desta segunda-feira.
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