Infantino acusado de não ser "neutro" por causa de Donald Trump

Dezembro 9, 2025 - 19:00
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Infantino acusado de não ser "neutro" por causa de Donald Trump

Gianni Infantino foi, esta terça-feira, alvo de uma queixa formal da FairSquare, que reclamou uma investigação sobre o processo que levou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América, a receber o primeiro Prémio da Paz da FIFA, entregue durante a realização do sorteio do Mundial'2026.

 

O líder máximo da FIFA é acusado de "violações repetidas" do dever de neutralidade política. A FairSquare é uma organização sem fins lucrativos e um grupo de defesa que se concentra, sobretudo, nos direitos globais dos emigrantes laborais, repressão política e desporto.

A notícia foi avançada pelo The Athletic, que deu conta que uma carta de oito páginas foi enviada ao Comité de Ética da FIFA e à equipa de comunicação do organismo que rege o futebol a nível global.

Na queixa, foram apontadas algumas alegadas violações do dever de neutralidade que consta do artigo 15 do Código de Ética da FIFA, detalhando cada infração.

O primeiro ponto recordou aquilo que foi uma publicação de Infantino no Instagram na véspera da atribuição do Prémio Nobel da Paz que acabaria por ser entregue à ativista venezuelana Maria Corina Machado, quando escreveu: “O Presidente Donald J. Trump merece definitivamente o Prémio Nobel da Paz pelas suas ações decisivas”. “É um claro apoio a Donald Trump numa situação política controversa”, apontou a FairSquare, que acrescenta depois outras intervenções públicas do presidente da FIFA no America Business Forum, em Miami, e no próprio sorteio da fase final do Campeonato do Mundo de 2026.

“A atribuição de um prémio desta natureza a um dirigente político em funções constitui, por si só, uma clara violação do dever de neutralidade da FIFA. Ao mesmo tempo, os Estatutos da FIFA indicam que a decisão de instituir um Prémio da Paz da FIFA deveria ter sido tomada pelo Conselho da FIFA. 'O Conselho define a missão, a direção estratégica, as políticas e os valores da FIFA, em particular no que diz respeito à organização e ao desenvolvimento do futebol a nível mundial e a todas as questões relacionadas’, defende o artigo 34.º”, destacou a FairSquare.

Recorde o discurso de vitória de Donald Trump

O presidente norte-americano, que usava uma medalha no pescoço e recebeu um troféu com o seu nome gravado, agradeceu à sua família na hora de recolher o galardão.

"É uma das maiores honras da minha vida. Salvámos milhões e milhões de vidas. O Congo é um excelente exemplo disso mesmo. Dez milhões de pessoas morreram e antes que outros dez milhões de pessoas morressem, conseguimos intervir. Se pudermos fazer isso noutros países, como Índia ou Paquistão, e prevenir que outros tantos milhões não sofram o mesmo. É uma grande honra estar aqui com o Gianni [Infantino]. Este é um grande tributo a todos. Alcançámos números que nem o Gianni esperava. O Mundo é um lugar mais seguro hoje. Gianni, muito obrigado", manifestou Donald Trump.

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