Ilia Malinin e a história do salto proibido que deixou Djokovic incrédulo
Ilia Malinin é o nome que está a causar sensação nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina. O jovem patinador norte-americano, de apenas 21 anos, deixou o mundo de boca aberta na segunda-feira, depois de realizar um salto que esteve proibido na modalidade durante 50 anos e nem Novak Djokovic, tenista sérvio presente na plateia, escapou à surpresa total.
Trata-se do backflip, uma cambalhota para trás, também conhecido por salto mortal.
Esta manobra esteve proibida nas principais competições de patinagem durante 50 anos, entre 1976 e 2024, por ser considerada demasiado perigosa para os atletas que a executassem.
Tudo aconteceu na prova de equipas e a prestação individual de Malinin até valeu a medalha de ouro aos Estados Unidos da América. O jovem patinador arriscou, num primeiro momento, o backflip com os dois pés e só depois conseguiu completar a manobra com apenas um.
Sem direito a pontos extra
Apesar de a manobra ter voltado a ser admitida pela União Internacional de Patinagem, em 2024, a mesma não merece qualquer tipo de pontuação extra, ainda que seja de elevado grau de dificuldade.
O backflip serve mais para os patinadores conseguirem deixar a plateia em delírio, tal como aconteceu no caso de Ilia Malinin. Com vários nomes sonantes presentes na bancada VIP da Ice Skating Arena, a reação que mais se destacou foi a de Djokovic.
O tenista sérvio mostrou-se incrédulo perante a prestação de Malinin e até levou as mãos à cabeça, em imagens que já correm mundo. No final, o jovem norte-americano afirmou que não se tinha apercebido que estava a ser observado, bem de perto, por Djokovic.
"Foi surreal. Toda a gente me disse que, depois de eu completar o backflip, ele estava com as mãos na cabeça. Eu pensei: 'Meu Deus, isso é incrível!'. É um momento único ver um tenista tão famoso a assistir à minha performance", reconheceu Malinin, em declarações reproduzidas pelos canais oficiais dos Jogos Olímpicos.
O que diz a história?
A realização de um backflip em plenos Jogos Olímpicos é sempre especial, mas não é inédita. A primeira vez que tal aconteceu foi também por autoria de um norte-americano, Terry Kubicka, que executou a manobra pela primeira vez em Innsbruck (Áustria), em 1976, pouco tempo antes de o movimento ser banido pela UIP.
Depois disso ainda houve quem arriscasse fazer a manobra, mas sabendo, de antemão, que a mesma não seria validada pelo júri. Foi o caso de Surya Bonaly, patinadora francesa conhecida pelo seu lado mais revolucionário. Em Nagano (Japão), em 1998, Bonaly decidiu presentear o público com o backflip, mas até acabou por sofrer uma penalização de pontos.
A inspiração em The Rock
Para já, Ilia Malinin vai brilhando nos maiores palcos mundiais da patinagem, mas o jovem norte-americano já confessou querer mais e tornar-se numa "celebridade global". Numa entrevista recente à Forbes, até admitiu olhar para The Rock como uma fonte de inspiração.
“Ele era conhecido pela luta livre, depois tornou-se ator e passou a ter todas essas oportunidades distintas. A minha ideia é ser parecido, nesse nível", explicou o norte-americano e filho dos também patinadores Tatiana Malinina e Roman Skorniakov.
Confira a fotogaleria e veja as melhores imagens da performance de Ilia Malinin, bem como a reação, já viral, de Djokovic.
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