IL sublinha especiais preocupações com comunidade portuguesa na Venezuela
"Todos os planos de atuação devem estar em prontidão, sobretudo diplomáticos e humanitários", afirmou a Iniciativa Liberal (IL) em comunicado, referindo-se ao papel do Estado português relativamente à situação na Venezuela.
Os liberais salientaram que a posição do partido sobre a Venezuela é clara e que sempre condenaram o regime liderado pelo Presidente Nicolás Maduro, assente em "eleições fraudulentas, repressão política e violação sistemática dos direitos humanos, esvaziando a legitimidade democrática das instituições venezuelanas".
Quanto à legalidade da intervenção militar norte-americana, a IL considerou que "é discutível em vários pontos do direito internacional" e que neste momento "são necessárias mais explicações".
"O uso de soluções unilaterais que passam pelo uso da força em desrespeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas põe em causa a legalidade internacional, com o risco de enfraquecer os princípios que sustentam a ordem internacional e gerar precedentes perigosos", adiantou o comunicado.
A Iniciativa Liberal sublinhou que espera que o povo venezuelano possa agora "viver em independência e liberdade, tomando o seu destino nas próprias mãos".
"A única saída duradoura para a Venezuela passa por devolver ao povo venezuelano o direito de escolher livremente o seu futuro, com a realização de eleições livres, justas e supervisionadas pela comunidade internacional", adiantou o comunicado.
"O ditador caiu", acrescentou a IL, reforçando que o regime de Maduro era um "patrocinador do terrorismo internacional, mantinha mais de 1.000 presos políticos e promovia milícias populares que atuavam contra o próprio povo".
O Governo da Venezuela denunciou hoje uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos da América, após explosões na capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.
Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um "ataque em grande escala" no país.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.
A procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".
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