IL critica demora do Governo para decretar calamidade e questiona MAI
Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Mariana Leitão começou por dizer que é "em momentos como este que é fundamental o país ter uma liderança política que consiga não só tranquilizar as pessoas, mas também garantir que o Estado estará ao lado delas", resolvendo os problemas criados pelo mau tempo, acrescentando que o executivo não o fez.
"Infelizmente, não foi isso que se verificou", lamentou, acrescentando que "ontem [quarta-feira], o primeiro-ministro, às cinco da tarde, ainda ia avaliar um conjunto de coisas para poder decretar o Estado de calamidade, hoje, às 9 da manhã, o secretário de Estado vem dizer que continuam a avaliar e que têm lições a aprender desta situação e, às 10:30, o senhor primeiro-ministro acaba a decretar o Estado de calamidade".
Perante esta mudança de posição em poucas horas, a líder da IL questionou Luís Montenegro sobre que "informações chegaram" e que "desenvolvimentos houve" para que o primeiro-ministro tenha decidido, "tão tardiamente", decretar estado de calamidade.
"O que contesto é tanta hesitação para ter demorado este tempo a decretar o estado de calamidade. É óbvio que se ontem havia coisas a avaliar, que avaliações foram essas que foram feitas, para hoje às 10:30 já se decretar o estado de calamidade. Por que é que não se decretou ontem? É essa a questão", enfatizou.
A líder da IL criticou ainda a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, por não ter ainda "sequer dado uma palavra de conforto às pessoas, de tranquilidade, e o mais pequeno vislumbre de como é que vão decorrer as coisas daqui para a frente, o que é que o Governo está a fazer, que nível de articulação está a existir com os municípios afetados".
Para Mariana Leitão, "não há dúvida de que perante uma calamidade tão grande como esta houve uma completa ausência de liderança".
"É por isso fundamental, e queria deixar mesmo este apelo, é que os nossos governantes não permitam que situações destas se voltem a ocorrer. Ninguém controla fenómenos naturais, (...) controlamos a forma como estamos ao lado das populações, controlamos o nível de informação que lhes damos, como é que lhes damos, com que nível de antecedência, e certamente aí o Estado falhou, o Governo falhou", atirou.
O Conselho de Ministros reuniu-se hoje de manhã e decidiu "decretar a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade Kristin", segundo uma nota divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro.
Através da mesma nota, foi anunciado que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, decidiu "cancelar a agenda externa, prevista para os próximos dias, nomeadamente as viagens a Andorra e à Croácia", e visitará hoje as zonas afetadas nos distritos de Leiria e de Coimbra.
Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.
A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
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