IA causa desemprego? CEO da OpenAI diz que acusações são exageradas
O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou durante a cimeira de Inteligência Artificial que decorreu na Índia esta semana que algumas empresas estão a culpar a tecnologia por despedimentos que já planeavam fazer.
Altman foi um dos participantes da AI Impact Summit na Índia e, apesar de ter concedido em entrevista à CNBC-TV18 que a Inteligência Artificial está a ter impacto no mercado de trabalho, notou que a tecnologia nem sempre é a responsável por despedimentos.
“Não sei qual é a percentagem exata, mas existe uma certa distorção causa pela Inteligência Artificial, onde as pessoas culpam a IA por despedimentos que elas fariam independentemente disso e existe também uma substituição real de diferentes tipos de empregos por Inteligência Artificial”, afirmou Altman. “Penso que veremos uma maior substituição ao longo do tempo”.
Apesar de ter admitido que a Inteligência Artificial está a levar a um maior número de despedimentos e, em alguns casos, até à extinção de empregos em determinadas áreas, Altman afirmou que acredita que a tecnologia também será responsável por criar empregos em novas áreas.
CEO da Microsoft AI admite impacto
O CEO da divisão de Inteligência Artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou em entrevista ao Financial Times que, ao ritmo a que a tecnologia está a avançar, alguns trabalhos de escritório podem desaparecer em pouco mais de um ano.
“Trabalho de escritório, onde estás sentado ao computador, seja enquanto advogado, contabilista, gestor de projeto ou pessoa do marketing - a maioria dessas tarefas estarão 100% automatizadas por Inteligência Artificial nos próximos 12 a 18 meses”, afirmou Suleyman.
A previsão do líder da Microsoft AI baseia-se no facto de a empresa estar a desenvolver modelos de Inteligência Artificial que, diz Suleyman, serão capazes de desempenhar tarefas que atualmente são feitas por trabalhadores de escritórios em computadores.
Mais ainda, Suleyman acrescentou que agentes de Inteligência Artificial ficarão melhores no que diz respeito à coordenação em empresas de grandes dimensões nos próximos dois a três anos.
Medo de ser substituído por IA? Sim, é real
Os avanços na área da Inteligência Artificial podem levar a que algumas funções e empregos passem a ser desempenhados apenas por esta tecnologia, criando assim um receio entre a classe trabalhadora de ser substituída pelas empresas em que trabalham.
Conta agora o site Futurism que este receio já está de tal forma disseminado que recebeu até um nome, o qual se refere ao stress causado pelo medo constante de ser substituído.
O termo surge num estudo publicado na revista científica Cureus e aparece como “disfunção de substituição por IA” (ou “AI replacement dysfunction” ou AIRD, na sigla em inglês).
Este diagnóstico ainda não é aceite como uma condição médica, mas os investigadores responsáveis pelo criaram uma forma de o identificar, descrevendo-o como um “sofrimento psicológico e existencial que pode ser vivenciado pelos indivíduos que enfrentam a ameaça ou a realidade do desemprego devido à Inteligência Artificial”.
Ainda que a forma de lidar com este diagnóstico e os tratamentos fiquem à discrição do prestador de saúde, o processo pretende “ajudar os pacientes a desenvolver resiliência psicológica e restaurar um sentido de identidade coerente”.
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