Huthis avisam que qualquer presença de Israel na Somalilândia seria alvo

Dezembro 29, 2025 - 04:00
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Huthis avisam que qualquer presença de Israel na Somalilândia seria alvo

"Consideramos qualquer presença israelita na Somalilândia como um alvo militar para as nossas forças armadas, uma vez que constitui uma agressão contra a Somália e o Iémen, bem como uma ameaça à segurança da região", declarou Abdul Malek al-Houthi, segundo um comunicado divulgado pelos meios de comunicação rebeldes.

 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou, na sexta-feira, o reconhecimento oficial do "Estado independente e soberano" da Somalilândia, sendo o primeiro país a reconhecer a autoproclamada independência deste estado separatista da Somália.

O líder dos Huthis sublinhou que a decisão teria consequências graves, classificando-a como "uma posição hostil em relação à Somália e aos seus vizinhos africanos, bem como ao Iémen, ao mar Vermelho e aos países situados ao longo de ambas as margens do mar Vermelho".

Com um território de 175.000 quilómetros quadrados, situado no extremo noroeste da Somália (correspondente, em grande medida, à antiga Somália britânica) a Somalilândia declarou unilateralmente a independência em 1991, numa altura em que a República da Somália estava mergulhada no caos após a queda do regime militar do autocrata Siad Barre.

Desde então, a república autoproclamada funciona de forma autónoma, com moeda, exército e polícia próprios, distinguindo-se pela relativa estabilidade em comparação com a Somália, assolada pela insurreição islamista do grupo armado Al-Shabaab, ligado à Al-Qaeda, e por conflitos políticos crónicos.

De acordo com especialistas na região, uma aproximação à Somalilândia permitiria a Israel aceder mais facilmente ao mar Vermelho, possibilitando-lhe atacar alvos Huthis no Iémen.

Israel já atingiu por várias vezes alvos no Iémen desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, em resposta aos ataques dos Huthis contra Israel, levados a cabo em nome da "solidariedade" com os palestinianos de Gaza.

O reconhecimento da Somalilândia por Israel foi criticado pela União Africana, pelo Egito, Turquia, pelo Conselho de Cooperação do Golfo -- que reúne seis países -- e pela Organização da Cooperação Islâmica, com sede na Arábia Saudita.

A União Europeia insistiu que a soberania da Somália deve ser respeitada.

Leia Também: Somália declara nulo o reconhecimento da Somalilândia por Israel

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