Houve mais dois heróis no ataque em Sydney. Mas estes não sobreviveram
Duas das vítimas mortais do ataque na praia de Bondi, em Sydney, foram captadas em imagens registadas momentos antes de serem mortas. Nelas, pode ver-se a forma como tentaram travar um dos atacantes, mas sem sucesso.
Imagens agora partilhadas nas redes sociais, mostram um homem a aproximar de Sajid e a tentar tirar-lhe a arma das mãos. Ao mesmo tempo, uma mulher assiste à cena, no passeio.
"Muita gente não saberá que logo no início [do ataque], duas pessoas foram as primeiras a avistar um dos atiradores e de forma corajosa a tentar desarmá-lo", lê-se na legenda de um dos vídeos.
"Infelizmente, foram alvejados e mortos durante este processo", acrescenta-se, considerando-se que, também eles, foram heróis.
The world needs to know the names of the heroic victims BORIS GURMAN, 69, and his wife SOFIA GURMAN, 61 of blessed memory.
They bravely confronted the terrorist Sajid Akram, 50, and tried to prevent him from opening fire at the Sydney Chanukah celebration.
Viral footage… pic.twitter.com/QmcaqHF6vx — Avraham Berkowitz (@GlobalRabbi) December 16, 2025
Numa outra publicação, outro homem afirma: "O mundo precisa saber o nome destes dois heróis".
Estes serão Boris Gurman, de 69 anos, e a sua mulher Sofia, de 61. "Enfrentaram de forma corajosa Sajid Akram e tentaram impedi-lo de abrir fogo contra a celebração de Chanukah, em Sydney", acrescenta-se.
O The Australian refere que se tratava de um casal judeu, de nacionalidade russa. Os dois constam na lista de 16 vítimas mortais do ataque, e que inclui também o atirador a quem fizeram frente.
Recorde-se que para além deste casal, um outro homem tem sido enaltecido pela sua coragem, ao ter atacado o suspeito mais novo, tendo conseguido retirar-lhe a arma e impedido que matasse ainda mais pessoas.
Ataque motivado por ideologia do Estado Islâmico
Dois homens armados com espingardas abriram fogo contra a multidão reunida num parque próximo à praia de Bondi, uma das mais movimentadas e turísticas do país, por volta das 18h40, hora local (07h40 em Lisboa), de domingo.
Catorze pessoas - incluindo um dos assaltantes - morreram no local do crime e outras duas, nomeadamente uma menina com 10 anos e um homem de 40, faleceram posteriormente no hospital.
Pelo menos 42 pessoas ficaram feridas, sete das quais continuam em estado crítico.
Anthony Albanese declarou que o ataque a uma multidão, que comemorava a festa judaica do Hanukkah numa praia de Sydney, parece ter sido "motivado pela ideologia" do grupo "Estado Islâmico".
As autoridades qualificaram o ataque de antissemita, mas até ontem tinham dado poucos detalhes sobre as motivações dos atacantes.
Esta terça-feira, Anthony Albanese forneceu uma das primeiras indicações de que os dois homens tinham-se radicalizado antes de cometer o "assassinato em massa".
"Parece que isto foi motivado pela ideologia do Estado Islâmico" (EI), afirmou o chefe do executivo.
O grupo terrorista EI controlou vastos territórios no Iraque e na Síria, antes de ser derrotado em 2019, mas ainda tem células adormecidas de combatentes no país.
Albanese declarou que Naveed Akram, de 24 anos, tinha sido sujeito a verificações dos serviços secretos australianos em 2019, sem aparentar representar na altura uma ameaça imediata.
Leia Também: Primeiro-ministro australiano visita "herói" de Sydney no hospital
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0