Hamas condena adesão do Cazaquistão aos Acordos de Abraão

Novembro 7, 2025 - 20:00
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Hamas condena adesão do Cazaquistão aos Acordos de Abraão

"O anúncio feito hoje pelo Cazaquistão de se juntar aos chamados Acordos de Abraão e de reforçar as relações com a entidade sionista criminosa [Israel] é um passo inaceitável e condenável", afirmou o Hamas num comunicado.

 

O grupo considerou que o anúncio equivale a "encobrir os crimes de genocídio cometidos pela ocupação" contra o povo palestiniano em Gaza, especialmente num momento em que Israel enfrenta um "isolamento internacional crescente".

O Hamas reiterou o apelo a todos os países, em especial aos Estados árabes e islâmicos, para que rompam todas as relações com Israel e evitem qualquer projeto de normalização com esse país.

Em alternativa, o movimento islamita pediu que se apoiem os esforços destinados a reforçar a resistência do povo palestiniano e a promover o reconhecimento de um Estado palestiniano independente com Jerusalém como capital.

Quinta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a inclusão do Cazaquistão nos Acordos de Abraão, num comunicado em que recordou que o país mantém relações diplomáticas plenas com Israel desde 1992, após a dissolução da União Soviética. Trump destacou que esta decisão representa um exemplo de "progresso real" e felicitou aqueles que contribuem para a paz internacional.

Nos últimos meses, os Estados Unidos, em coordenação com Israel, têm procurado alargar os Acordos de Abraão, dos quais já fazem parte Bahrein, Marrocos, Sudão e Emirados Árabes Unidos.

Mas muitos países recusaram-se até agora a aderir ao processo, nomeadamente Arábia Saudita, bem como Síria e Líbano, vizinhos de Israel. 

Com a guerra em Gaza desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, Riade descartou qualquer normalização com Israel sem a criação de um Estado da Palestina soberano e viável, algo rejeitado pelo Governo do primeiro-ministro israelita. 

Benjamin Netanyahu realizou uma visita oficial ao Cazaquistão em 2016, e ambos os países mantêm diversos acordos bilaterais, pelo que a situação não é comparável à dos restantes signatários dos Acordos de Abraão, que implicaram o estabelecimento de relações diplomáticas por parte desses quatro Estados, os primeiros a fazê-lo desde o Egito (1979) e a Jordânia (1994).

Ao anunciar a adesão do Cazaquistão, Trump considerou tratar-se da primeira de muitas adesões" de outros países, salientando ter tido "uma grande conversa telefónica" com Netanyahu e o Presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, e que a adesão deste país à iniciativa será formalizada em breve.

"O Cazaquistão é o primeiro país do meu segundo mandato a aderir aos Acordos de Abraão, o primeiro de muitos", afirmou o Presidente norte-americano.

"Este é um grande passo em frente na construção de pontes em todo o mundo. Hoje, mais nações estão a unir-se para abraçar a paz e a prosperidade através dos meus Acordos de Abraão (...) e muitos outros países estão a tentar juntar-se a este grupo de força", concluiu.

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