"Habitantes peludos"? Ursos polares ocupam estação soviética abandonada
Um grupo de ursos polares está a viver nas instalações de uma antiga estação de investigação polar da era soviética, na Ilha de Kolyuchin, a nordeste da costa russa.
Os animais foram descobertos pelo fotógrafo Vadim Makhorov, que partilhou uma série de publicações, incluindo vídeos e fotografias, no seu Instagram, a dar a conhecer o grupo, que diz ter "cerca de 20 ursos (talvez mais)".
Na descrição de uma destas publicações, Makhorov explica que tirou as fotos a bordo do navio 'Professor Chromov', "durante uma viagem à Ilha Wrangel" a semana passada, quando pelo caminho se deparou com os animais.
Pode ver as imagens partilhadas pelo fotógrafo na nossa galeria.
"Os ursos polares gostam de ocupar casas", elabora. "Isto não acontece só em Kolyuchin. Qualquer base polar com a porta aberta corre o risco de ter novos habitantes peludos."
Aliás, segundo o fotógrafo, em instalações não abandonadas, os funcionários das mesmas têm de colocar espigões nas janelas e "tábuas com pregos à frente das portas" para evitar que os animais invadam os edifícios.
"Os ursos não pisam os pregos, nem ficam feridos. Eles olham e simplesmente não se atiram contra a porta para a abrir", explica.
Nas imagens partilhadas pelo fotógrafo é possível ver estes mesmos "habitantes peludos" a fazerem destas casas suas: espreitam pelas janelas, tentam 'mordiscar' drones que se aproximem demasiado e passeiam pela ilha, rebolando-se na flora natural da zona.
Aparentam estar descontraídos e até brincalhões nas suas novas instalações.
Apesar da vasta documentação fotográfica dos ursos polares na ilha, os comentários de Makhorov encheram-se de pessoas que o acusavam de usar inteligência artificial (IA) para fabricar as imagens, alegando que os ursos polares são animais solitários e que nunca permanecem em grupos tão grandes.
Ao que Makhorov respondeu: "os ursos polares preferem mesmo existir sozinhos, mas quando não há/não há gelo suficiente, eles reúnem-se em terra e procuram comida. Mas quando o gelo assentar, eles vão seguir o seu caminho em busca de sustento."
O fotógrafo garantiu mesmo que não usa IA em nenhuma das suas fotos por considerar que "não seria justo" e ainda que se esforça por não perturbar os animais no uso de drones para captar os momentos.
"Se eu notar que um urso tem medo do drone, não o persigo. Mas isso raramente acontece, porque eu voo em direção aos animais muito lentamente, permitindo que eles se acostumem ao convidado invulgar. Na maior parte das vezes, os próprios ursos estão interessados no drone e seguem-no", relata Makhorov. "O drone é como um beija-flor meio estranho para eles", acrescenta.
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