Habitação. "Governo anunciou exatamente o que o Chega tinha proposto"
O presidente do Chega, André Ventura, criticou, este domingo, alguns passos dados pelo Governo, que diz que tem "andado aos ziguezagues" e que tem deixado "só promessas".
Em Ansião, no distrito de Leiria, o líder do partido apontou ainda que há propostas que são 'levadas' pelo Chega, nomeadamente, a que diz respeito a deduções fiscais na habitação.
"Há uns nove meses, o Chega disse que era preciso descer o IRS para quem ganha menos e não para quem ganha mais e é preciso aumentar as deduções para a habitação. O Governo disse que não dava orçamentalmente, era uma medida exigente, que aceitava a nossa descida de IRS, mas não a dedução para a habitação", começou por dizer, acrescentando: "Agora, Governo veio anunciar exatamente aquilo que o Chega tinha proposto. Agora que estamos à beira de eleições. É uma proposta nossa, espero que o primeiro-ministro ao menos reconheça isso, que é o aumento das deduções fiscais para a habitação".
Ventura apontou que esse foi mesmo um dos pontos que o Chega fez mais força para que avançasse, nomeadamente, nas reuniões que o principal partido da oposição teve com o Governo. "Foi o Chega que propôs isso, nas reuniões com o primeiro-ministro foi um dos pontos que mais frisámos que era importante trabalhar."
Ventura deixou ainda algumas críticas à atuação do chefe de Governo, Luís Montenegro, e dizendo que este não conhecia o "país real", e que desta forma o Executivo não sabia o que fazia falta às pessoas. "Depois dizem que as propostas do Chega são boas, outras vezes não", afirmou ainda.
"O Governo não sabe o que quer, mas quando chega às eleições tenta sempre mostrar que está a fazer alguma coisa. As pessoas começam a cansar-se disso, por isso é que Montenegro começa a cansar também, porque tudo o que promete não acontece", defendeu.
"É um primeiro-ministro cada vez mais desfasado do que é a realidade dos jovens, das rendas das casas, da imigração, enfim, do país em geral", criticou.
O presidente do Chega acusou também Luís Montenegro de estar "desfasado da realidade" ao falar numa renda moderada de 2.300 euros e considerou que todos ficaram "muito incomodados" com as declarações do primeiro-ministro.
Ventura foi ainda questionado acerca da Spinumviva, e do regresso da polémica, assim como sobre as declarações do chefe de Governo acerca do assunto. Em causa está uma notícia avançada pelo jornal Público sobre uma insinuação por parte do gabinete do primeiro-ministro relativamente à alegada existência de motivações políticas das autoridades que investigam o caso da Spinumviva, o que foi negado por Luís Montenegro.
O líder do Chega considerou que Luís Montenegro "dificilmente poderá associar a Spinumviva a eleições, porque a Spinumviva surgiu num momento em que o país todo pensava que não ia ter eleições tão depressa" e sustentou que não foi este processo "que provocou eleições, foi a ausência de esclarecimentos do primeiro-ministro".
O Chega candidata o gestor empresarial Edgar Ramalho à presidência da Câmara Municipal de Ansião, que é liderada pelo PS.
O município de Ansião é liderado pelo PS, que obteve, nas últimas autárquicas, em 2021, quatro de sete mandatos. O PSD obteve os restantes.
Os socialistas recandidatam o atual presidente da Câmara, António José Domingues, a um terceiro mandato, enquanto o cabeça de lista do PSD é Jorge Cancelinha.
[Notícia atualizada às 14h57]
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