"Há vários momentos em que não aprecio o discurso do Governo"
O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou, esta terça-feira, que "há vários momentos" em que não "aprecia o discurso do Governo". Afirmou ainda que "há partidarização" no Serviço Nacional de Saúde, defendendo que os gestores deveriam ser escolhidos através de concursos públicos.
"Há as leis e depois há o discurso, há vários momentos em que eu não aprecio o discurso do Governo", afirmou na Grande Entrevista da RTP, acrescentado que houve "algumas declarações do ministro da Presidência não foram nada felizes", a propósito da Lei da Nacionalidade.
Marques Mendes deu como exemplo a frase: "Portugal agora ficou mais Portugal", notando que a afirmação "não é feliz".
"Tenho sempre a seguinte teoria. Primeiro ponto, nós temos de ter valores e princípios. E o primeiro valor, que de resto vem do Papa Francisco, temos que tratar da regulação dos imigrantes, da integração, não podem entrar todos em Portugal evidentemente, mas podemos fazer isto com humanismo", sublinhou.
E o Serviço Nacional de Saúde?
Já sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS), o candidato a Belém notou o Governo criou expectativas, mas que os resultados estão aquém.
"Vamos ser francos. O Governo, na prática, está em funções há cerca de um ano e meio. Criou expectativas e, de facto, há uma série de problemas e as pessoas acham com alguma legitimidade que afinal se prometeram um conjunto de realidade que não se vieram a concretizar", salientou.
No entanto, frisou que "o Presidente da República não existe para avaliar ministros, nem para pedir a cabeça de ministros". "Isso não é tarefa de um Presidente da República".
"Um Presidente da República deve existir para duas coisas: Primeira coisa é exigir resultados e segundo é poder dar alguns contributos para a reflexão no país e no Governo para ajudar a alterar as situações", considerou.
"Era bom refletir. Há um problema de gestão no SNS que toda gente reconhece. Há bom gestores no SNS, mas, às tantas, também há gestores que podiam ser melhores. Acho que se existisse um regime de concurso público, porventura, o profissionalismo, a competência e o mérito aumentavam", disse.
Questionado sobre se há demasiada partidarização da administração na Saúde, Marques Mendes referiu que "há partidarização, sempre houve". "Continua a haver muitos boys no SNS. Ora do PSD, ora do PS", considerando que é um problema, mas sublinhando que não quer generalizar.
"Há uns que estão pelo cartão partidário e essa parte que eu gostava de mudar. Acho que o concurso público é muito útil", concluiu.
As eleições presidenciais, recorde-se, acontecem no dia 18 de janeiro de 2026.
Ao candidato presidencial Luís Marques Mendes juntam-se os candidatos José António Seguro, Henrique Gouveia e Melo, André Ventura, João Cotrim de Figueiredo, António Filipe, Catarina Martins, Jorge Pinto, Tim Vieira, Joana Amaral Dias, Tino de Rans, André Pestana e Manuela Magno.
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