Há um produto cujo preço subiu 49% desde o início do ano. Adivinha?
Vários produtos que integram o cabaz alimentar de 63 bens essenciais encareceram desde o dia 1 de janeiro deste ano, de acordo com a análise da DECO PROteste.
O ‘ouro’ foi para os brócolos, cujo preço sofreu um aumento de 49% entre 1 de janeiro e 3 de setembro. Significa isto que, desde o primeiro dia do ano, os portugueses gastam mais 1.37 euros neste produto.
A laranja ficou-se pelo segundo lugar, tendo encarecido 31%. Ou seja, está 46 cêntimos mais cara.
No terceiro lugar do pódio ficaram, por fim, os ovos, cujo preço subiu 28% - o que se traduz num aumento de 45 cêntimos.
Os especialistas deram conta de que, esta semana, o cabaz alimentar custa 240.56 euros.
Recorde-se que o cabaz inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe, sendo considerados, entre outros, produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo, manteiga.
E a taxa de inflação?
A taxa de inflação aumentou 2,8% em agosto, ficando 0,2 pontos percentuais acima da variação de julho, segundo a estimativa provisória divulgada no final do mês pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
A informação apurada pelo instituto, ainda sujeita a revisão, aponta para uma aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC).
Depois de em julho a diferença no índice em relação ao mesmo mês do ano passado ser de 2,64%, a taxa passou para 2,78% este mês, indica o INE na síntese estatística.
O indicador de inflação subjacente - o índice total excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos - registou uma variação de 2,5% face ao valor do índice em agosto do ano passado. Neste caso, a diferença é igual à de julho.
"A variação do índice relativo aos produtos energéticos foi -0,2% (-1,1% em julho) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá voltado a acelerar para 7,0% (6,1% no mês anterior)", detalha o INE.
A variação global do IPC em relação a julho (em cadeia) foi negativa, com a diferença mensal a ser de -0,2%. A descida foi menor do que a registada de junho para julho, que foi de -0,4%.
Leia Também: Cabaz de verão: À dúzia é mais barato, mas não passados três anos
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0
