Guardiola 'arruma' Rúben Dias e fala de Amorim: "Os vizinhos decidiram…"
Pep Guardiola anunciou, ao final da manhã desta terça-feira, na tradicional conferência de imprensa de antevisão ao encontro da 21.ª jornada da Premier League, perante o Brighton, que Rúben Dias irá desfalcar o Manchester City por "quatro a seis semanas", depois de ter contraído uma lesão muscular.
"Toda a gente sabe aquilo que eu penso. Alguns jogadores estão disponíveis, outros não. O Dias, lesionado na coxa, vai para por entre quatro a seis semanas. O [John] Stones, não faço ideia, mas ainda não estará preparado para os próximos jogos. O [Nathan] Aké está bem. O [Josko] Gvardiol estará de fora durante muito tempo", começou por afirmar, em declarações reproduzidas pela jornal britânico Manchester Evening News.
"Vocês já sabiam disso antes de me perguntarem por cada jogador, certo? Toda a gente sabe. O Khusa [Abdukodir Khusanov] e o Nathan estão de fora, no plano dos defesas-centrais. O Max [Alleyne] está de volta, após empréstimo. Agradeço aquilo que o Watford fez por este jovem rapaz", prosseguiu.
"Quanto ao resto, o Omar [Marmoush] e o Rayan [Ait-Nouri] estão no CAN, temos a lesão do John, o Oscar Bobb a voltar, e o Jérémy [Doku] e o Rodri [Hernández] com lesões de longo prazo. É bom. É claro que, com o espírito que temos, conseguimos sempre lidar com isso. Tendo em conta a fadiga, temos de ver o que temos e tomar uma decisão, amanhã", completou.
"Ruben Amorim é um treinador de topo"
Perante os jornalistas, Pep Guardiola comentou a demissão de Ruben Amorim por parte do Manchester United: "É verdade que temos cada vez menos tempo, como se viu com o Enzo [Maresca, despedido pelo Chelsea]. Não posso dizer nada, por respeito aos jogadores, mas, tal como o Enzo, ele é um treinador de topo".
"A decisão foi tomada pelos nossos vizinhos, e desejo-lhe o melhor para o futuro. Não me parece que haja um país no qual, se não vences jogos, estejas a salvo. Normalmente, se não apresentas resultados, não interessa o passado ao presente. Contratam-te na perspetiva das tuas ideias, e és despedido pelos resultados", refletiu.
"Por vezes, precisas de um processo e de tempo. No Manchester United, empataram três jogos em casa, contra o Everton - que jogou com dez jogadores contra 11 durante 70 minutos - contra o Bournemouth e contra o Wolverhampton. Eles poderiam estar mais próximos do Arsenal", acrescentou, referindo-se ao líder isolado da Premier League.
"As distâncias são muito pequenas, e, agora, vês que o Manchester United teve de lidar com várias ausências, como aquelas com as quais nós temos de lidar, neste momento, e é difícil quando tens jogadores no CAN, especialmente, quando se tratam de jogadores importantes, que não estão disponíveis", rematou.
As contas da Premier League
O Manchester City, recorde-se, ocupa, neste momento, a segunda posição da Premier League, com 42 pontos, tantos quanto o Aston Villa, e menos seis do que o líder, o Arsenal. Seguem-se o Liverpool (com 34 pontos), o Chelsea e o Manchester United (ambos com 31).
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