Grupo HBD anuncia fim de investimentos e projetos na ilha do Príncipe
"Como estrangeiro, a linha entre lutar pelo que se acredita e lutar para impor as nossas crenças aos outros é particularmente ténue. Acredito que o Príncipe poderia alcançar algo notável se fizesse escolhas diferentes de todas as outras pequenas nações insulares, mas não estou disposto a lutar por isso. Não desejo ser um fator de discórdia na política ou na sociedade do Príncipe", lê-se numa carta enviada pelo multimilionário ao Governo Regional desta ilha de São Tomé e Príncipe.
"Se existem fações de liderança fortes que acreditam que o nosso trabalho é feito de má-fé, com intenções neocoloniais, então seria melhor retirar-nos por respeito à autonomia do Príncipe. A minha equipa e eu sentimos que atualmente somos vistos como benfeitores e sacos de pancada, conforme o que for mais conveniente no momento", acrescenta Mark Shuttleworth.
A HBD é a maior empresa na ilha do Príncipe com vários investimentos no setor do turismo, garantindo emprego a quase 80% da população da ilha, além de apoiar a construção e reabilitação de várias infraestruturas.
Nos últimos meses, a oposição política do Príncipe e alguns cidadãos contestaram duramente a decisão da empresa de cobrar taxas de acesso a uma praia na ilha, embora a empresa justificasse que a medida estava prevista no contrato aprovado pelas autoridades e que visa a limpeza e manutenção do espaço.
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