"Greves gerais acontecem sempre que os governos não são de Esquerda"
Hugo Soares comentou, na noite desta segunda-feira, a greve geral organizada pela UGT e pela CGTP, considerando curioso o facto de este tipo de paralizações só acontecerem quando existem governos de Direita.
"Não deixa de ser curioso que as greves gerais acontecem sempre que os governos não são de Esquerda ou de extrema-esquerda [...] Durante os governos de António Costa, apoiados pelo PCP, nunca houve uma greve geral”, afirmou o líder parlamentar do PSD, lembrando que a última greve do género aconteceu durante o período da Troika em Portugal.
Para Hugo Soares, "não tem como haver adesão dos cidadãos [à greve] tendo em conta aquilo que o Governo tem feito", defendeu, lembrando que "estamos perante um governo que atualizou carreiras da administração pública que estiveram congeladas durantes os últimos 8 anos; um Governo que vai na quarta baixa consecutiva do IRS; um Governo que tem aumentado as pensões sucessivamente, sobretudo as mais baixas, um Governo que teve o resultado de ter o maior aumento de salário médio no último ano".
Para Hugo Soares, o motivo desta greve está relacionado "com um conjunto de alterações à lei laboral que está a ser negociada com os parceiros sociais" e defendeu que se se "acha razoável que se paralise o país por causa de um governo que está a negociar então está tudo mal".
O social democrata disse ainda não acreditar "que seja possível um Governo moderado como o nosso chegar a acordo com a CGTP", dado que a "CGTP é o braço armado do PCP". O mesmo não acontece com a UGT com quem acredita que seja possível negociar.
Hugo Soares acusou, também, Paulo Raimundo de ter estado "desaparecido da rua" durante a governação socialista e de regressar agora apenas porque "não suporta, do ponto de vista partidário" este Governo.
CGTP e UGT unem-se pela primeira vez desde a troika
O secretário-geral da CGTP anunciou uma greve geral para o dia 11 de dezembro contra o pacote laboral do Governo, considerando-o um "ataque brutal" aos trabalhadores. A esta greve junta-se também o sindicato da UGT.
O secretário-geral da CGTP classificou este pacote laboral como "um dos maiores ataques já feito aos trabalhadores", reiterando que "é um chorrilho de alterações a legislação do trabalho que, se passassem, seria um verdadeiro retrocesso na vida de todos".
A greve geral irá juntar os sindicatos da CGTP e UGT, a primeira passados dez anos.
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