"Governo que tenta justificar insucessos com o passado é incompetente"
O secretário-geral do PS disse hoje em declarações aos jornalistas em Chaves, antes de percorrer a Estrada Nacional 2, que é "incompreensível que o Ministério da Agricultura tenha ido buscar mais de 120 milhões de euros das políticas florestais" e os tenha desviado para outras áreas, "retirando esses recursos financeiros daquela que devia ser uma prioridade".
José Luís Carneiro respondeu ainda às críticas constantes do PSD e do CDS-PP, os partidos que integram o Governo, que sistematicamente culpam executivos socialistas pela situação atual do país, no que toca aos incêndios
"Quem tem de prestar contas por aquilo que fez ou que não fez é o governo que esta no desempenho das suas funções", afirmou.
Líder do PS cita Cavaco Silva para criticar o Governo
Carneiro lembrou ainda com uma citação de "alguém que tem sido um guru espiritual para o primeiro-ministro", o ex-Presidente da República Aníbal Cavaco Silva.
"A partir de 6 meses de governo, um governo que procure justificar os seus insucessos com governos do passado é um governo incompetente", apontou.
Questionado sobre o voto que o PS iria ter na comissão parlamentar de inquérito, proposta pelo Chega, José Luís Carneiro realçou que os socialista foram "os primeiros a apresentar uma comissão técnica de inquérito".
E não perdeu a oportunidade para tecer críticas à atuação do primeiro-ministro durante a fase inicial dos incêndios - quando ainda se encontrava de férias.
Carneiro acusa Montenegro de ter estado "dez dias desaparecido"
"Compreendo bem que haja quem esteja com problemas de consciência porque esteve dez dias desaparecido do pais e ao fim dos dez dias queria dar prova de vida", afirmou o líder do PS. "Nós não temos essa necessidade por uma razão: porque dez da primeira hora que apresentamos propostas ao Governo", referiu o socialista.
Carneiro questionou ainda o porquê de o sistema de proteção civil ter conseguido responder aos incêndios em 2022, 2023 e 2024, mas viu-se em dificuldades este ano na situação dos incêndios.
Quanto à solução para o flagelo dos fogos que todos os anos assola o país, o secretário-geral considerou que "não haverá vencimento das dificuldades estruturais que o pais tem se nós não formos capazes de ter políticas de investimento na agricultura, na floresta e na valorização de recursos económicos".
[Notícia atualizada às 12h08]
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