Gouveia e Melo: "Sondagens não podem manipular opinião pública. Perigoso"
"As sondagens não podem manipular a opinião pública. Isso é que é perigoso. Porque isso é, de alguma forma, contrário ao próprio conceito de democracia e de liberdade de decisão", afirmou, sublinhando, também, que as sondagens "não podem ser um instrumento político".
Falando aos jornalistas durante uma visita à Feira de Reis, em Vila Verde, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, o candidato afirmnou não querer mais pronunciar-se sobre sondagens, porque a única que vai respeitar é "o resultado eleitoral que sair das urnas" no dia 18 de janeiro.
De acordo com uma sondagem feita pela Pitagórica para a CNN Portugal, TVI, JN e TSF, divulgada na segunda-feira, há um empate técnico entre cinco candidatos, mas é António José Seguro (PS) quem lidera, reunindo 19,3% das intenções de voto, com uma margem de diferença mínima para Gouveia e Melo, que reúne 19,2% das intenções de voto.
"Tenho dito que só há uma sondagem. E essa sondagem é a sondagem do dia 18, dia 18 de janeiro, em que os portugueses vão votar. [...] Não é agora, porque a sondagem me está a beneficiar, que eu vou falar sobre sondagens. Portanto, esse tema para mim é claro", frisou.
Na visita à feira situada no interior do país, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada aproveitou para defender que é preciso inverter a desertificação nas zonas menos povoadas através de políticas ativas e não passivas, porque as políticas passivas não têm resultado.
Questionado pelos jornalistas sobre o que pode um Presidente da Republica fazer para garantir às pessoas no interior medidas de combate à desertificação, Gouveia e Melo respondeu que o que pode garantir é "manter uma pressão constante" até o problema estar resolvido.
Um exemplo é a anunciada intenção da VASP em reduzir a distribuição de jornais e revistas no interior do país, problema que o candidato considera que os políticos não podem ignorar, uma vez que agrava o problema de falta de coesão territorial.
"O Presidente não é o poder executivo, mas tem a magistratura da palavra e da influência, e é isso que eu estou a tentar fazer aqui. Venham ao interior para mostrar a desertificação", frisou.
Durante a visita à feira, Gouveia e Melo distribuiu cumprimentos pelas pessoas que lá estavam a fazer compras ou em passeio e teve ainda tempo para protagonizar uns passos de dança e abeirar-se de bovinos de raça barrosã.
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