"Gouveia e Melo é de uma probidade absoluta e não um mediador de negócio"
Correia de Campos falava no início de um encontro com apoiantes da candidatura do ex-chefe do Estado-Maior da Armada Gouveia e Melo, num discurso em que atacou o Governo, sobretudo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, mas também os candidatos presidenciais Marques Mendes e António José Seguro.
"Gouveia e Melo é de uma probidade absoluta e não um mediador de negócios", declarou, antes de visar diretamente Marques Mendes e, depois, também, António José Seguro.
Segundo Correria de Campos, o presidente do PSD, Luís Montenegro, com a sua recente intervenção sobre as eleições presidenciais, mostrou que está "receoso derrota que o seu candidato, Marques Mendes, vai sofrer" no próximo dia 18.
"Na Presidência da República, não precisamos de nem de um angariador de negócios, nem de uma pessoa estimável, certamente, mas que passou 10 anos na obscuridade a lamber debaixo da mesa as feridas de derrotas eleitorais partidárias, como é o caso do doutor Seguro", disse.
O antigo governante contrapôs que o país precisa antes "de um homem reto e justo, um homem capaz de defender Portugal lá fora e cá dentro, um homem com visão estratégica, com consciência social, com alma e com ânimo".
Antes, Correia de Campos tinha criticado o primeiro-ministro por ter entrado no primeiro dia da campanha "com um discurso absolutamente inaceitável".
"Gouveia e Melo não se candidata por ser militar, mas por ter um passado militar. Senhor primeiro-ministro não é assim que se governa e não é assim que se cumpre a Constituição. Provavelmente, só faz isto porque não está seguro na vitória do seu candidato, Marques Mendes. Essa é a única explicação que se pode encontrar ao ponto de pedir concentração de votos, ou seja, o chamado voto útil", disse.
No começo da sua intervenção, o antigo ministro da Saúde referiu que os estudos de opinião estimam que, cerca de um terço dos socialistas, irá votar em Gouveia e Melo. E procurou assegurar que não está em rutura com o PS.
A seguir, aludiu ao atual contexto internacional com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a revelar ter um comportamento imprevisível.
"E não vejo o atual Governo com capacidade para lidar sozinho com as dificuldades que vamos enfrentar. O Governo não está a saber gerir uma situação complexa e, quando olho para outros candidatos presidenciais, mete medo. Não estou a ver António José Seguro ou Marques Mendes enfrentar esta situação. Gouveia e Melo é a pessoa mais bem preparada", sustentou.
Antes deste discurso, o mandatário de Gouveia e Melo no distrito de Viseu, André Marques da Cunha, tentou separar águas entre o seu candidato e os restantes: "Enquanto uns têm o carreirismo como currículo para apresentar, outros têm obra em relação ao coletivo e salvaram vidas", afirmou, numa alusão às funções que o almirante teve como coordenador do plano de vacinação contra a covid-19.
Depois, foi a vez de Francisca Moutinho, médica e representante do movimento jovem, dizer que faz parte da geração apelidada como a mais qualificada de sempre, mas que vê o futuro sempre a escapar-lhe.
"Estamos numa sociedade em que muitos fatores são ditados à nascença. O elevador social está avariado em Portugal. Quem nasce no interior está cada vez mais distante do litoral em termos de oportunidades e investimentos. Não é por uma questão de quilómetro, mas é uma questão decisão política", advogou.
Francisca Moutinho disse ainda que a democracia não está garantida e que "há apenas um candidato presidencial capaz de criar pontes, onde muitos julgam que essas pontes não existem ou não são possíveis".
"Queremos um Presidente acima dos interesses partidários, independente. Precisamos de estratégia e de liderança e temos de fazer de Gouveia e Melo o próximo Presidente da República", acrescentou.
Leia Também: Sá Carneiro? "Ninguém se consegue apropriar do nome, da personagem"
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0