Gouveia e Melo diz já existe desunião que chegue no sistema partidário

Janeiro 4, 2026 - 20:00
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Gouveia e Melo diz já existe desunião que chegue no sistema partidário

"Ser presidente é uma grande responsabilidade. Portugal já tem desunião que chegue no sistema partidário. Faz parte do sistema, não sou contra os partidos. Eu sou um democrata, sempre fui um democrata", afirmou, discursando num almoço com apoiantes que marcou o arranque da campanha.

 

No almoço, realizado no Pavilhão Municipal do Bairro da Boavista, em Lisboa, marcaram presença o mandatário nacional da candidatura, Rui Rio, o ex-presidente da Câmara de Cascais Carlos Carreiras, o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, e o ex-líder do CDS Francisco Rodrigues dos Santos, entre outros.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada afiançou que nunca se irá esconder nem deixar de assumir as suas responsabilidades: "Chegaram a dizer que eu era um perigo para a democracia. Um perigo para a democracia são as opacidades e as relações que existem, muitas vezes, escondidas dentro dessa democracia, que corroem a democracia, corroem a confiança na democracia.

A encerrar o evento, que juntou aproximadamente 350 pessoas, o candidato aproveitou para prometer confiança, em tempos de incerteza, e "verdadeira vontade de mudança", em tempos de estagnação.

"Em tempos de ruído, trago serenidade. Em tempos de divisão, trago união. E mais, em tempos de interesses particulares, de interesses privados, eu trago o interesse comum, o interesse de Portugal e de todos os portugueses. E por fim, em momentos em que a opacidade toma conta de muitos discursos, eu trago clareza, eu trago transparência", prosseguiu.

Gouveia e Melo disse ainda que Portugal não tem de ter medo de nada e que o futuro do país está nas mãos dos portugueses, nas suas cabeças e força de vontade, prometendo honrar Portugal.

"Muitas vezes na minha vida, quando estava debaixo de água e me sentia desanimado, ia ao painel de imersão do submarino e havia um letreiro que dizia Portugal, honrei, porque Portugal vos contempla. [...] Eu estou aqui porque vocês me contemplam, porque quero honrar Portugal, quero honrar os portugueses, quero honrar as nossas tradições e quero mudança e não estagnação", afirmou.

No seu discurso, apontou ainda quatro causas que quer defender na sua candidatura: um novo contrato social, um Estado renovado, um Portugal seguro e uma economia para o século XXI, que distribua riqueza e não pobreza.

Além de Gouveia e Melo, concorrem às eleições presidenciais Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

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