Futebol são 11 contra 11 e no final… ganha o FC Porto (com ajuda de Mora)

Outubro 3, 2025 - 08:00
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Futebol são 11 contra 11 e no final… ganha o FC Porto (com ajuda de Mora)

O FC Porto recebeu, na noite desta quinta-feira, o Estrela Vermelha e teve uma tarefa bem complicada em mãos para levar de vencida a turma sérvia, mas acabou mesmo por vencer com um golo nos minutos finais, com o resultado de 2-1, no Estádio do Dragão, num jogo a contar para a segunda jornada da fase de liga única da Liga Europa.

 

Com uma revolução no onze portista por parte do treinador Francesco Farioli, que mexeu oito peças do puzzle da Invicta, de modo a poupar peças importantes para o jogo frente ao Benfica, que se disputa na cidade do Porto este domingo a partir das 21h15.

No entanto, a revolução poderia ter dado para o torto, quando se verifica a dificuldade que houve em quebrar a defensiva sérvia bem estruturada por falta de sinergias e rotinas entre os jogadores que começaram de início o encontro.

A vitória acabou por chegar já perto do último 'suspiro', continuando o registo 100% vitorioso do clube da cidade Invicta, com nove vitórias em nove jogos disputados.

Vamos então às notas da partida:

Figura

Não só por ter sido o homem que resolveu a partida com o golo que deu a vitória nos momentos finais ao FC Porto, Rodrigo Mora merece mérito pelo que foi fazendo ao longo do encontro, já que conseguiu efetivamente criar espaços onde estes não existiam e foi dos mais insistentes na tentativa de chegar ao ataque que pudesse dar uma oportunidade para chegar ao golo.

Foi inclusivamente adaptado a avançado com a função de falso nove e não se acanhou no meio dos centrais, indo buscar bola mais perto dos médios centro para conseguir criar espaços nas costas da defesa adversária, tal como se pôde ver na jogada do 2-1, onde Pepê teve todo o espaço do mundo para correr para a baliza e decidir o que iria fazer com a bola.

Surpresa

Apesar da idade não ser já muito jovem, Marko Arnautovic continua a ser um ícone do futebol sérvio nos últimos anos, com passagens pela Premier League em clubes como o West Ham, e até no Inter da Serie A. No entanto, decidiu que, aos 36 anos, era a altura certa para voltar às origens e jogar pelo clube do seu coração, num país onde tem segunda nacionalidade. Mostrou que, apesar de a velocidade não estar no seu auge, a inteligência e qualidade continuam a ser claras para um jogador que usa a sua complexão física em sua vantagem.

Desilusão

Numa rotação quase total no onze do FC Porto, Ángel Alarcón apareceu quase de 'paraquedas' nos nomes que começaram a partida frente aos sérvios. Naquele que poderia ser um jogo para se mostrar ao treinador dos dragões, o espanhol não teve praticamente influência no encontro, forçando movimentos e remates sem nexo muitas das vezes, colocando um ponto de interrogação sobre se irá voltar a ser titular na presente temporada.

Treinadores

Francesco Farioli

Para quem tinha dito que só pensava no Estrela Vermelha, fazer oito alterações no onze inicial foi quase um 'tiro' que lhe saiu pela culatra, já que o treinador italiano teve de se socorrer das peças habituais do seu modelo tático para conseguir superar uma equipa sérvia num bloco baixo e muito física, que colocou muitas dificuldades aos azuis e brancos.

Vladan Milojevic

O bloco baixo conjugado com contra-ataques 'mortíferos' foi a solução quase perfeita para jogar no Dragão e (quase) tirar pontos a um FC Ponto que ainda só sabe vencer. O treinador do emblema sérvio usou as 'armas' que tinha disponíveis para criar um plano de jogo muito eficaz e que criou dificuldades aos azuis e brancos durante cerca de 70 minutos. Depois, ao entrarem os 'pesos pesados' dos portistas, foi demasiado para aguentar e acabou por ver a sua equipa a sofrer já perto do apito final do jogo.

Árbitro

Harm Osmers não teve muitos momentos onde precisou de intervir, sendo a grande penalidade assinalada a favor do FC Porto a principal decisão do encontro, que acabou por ser bem tomada. No entanto, há que colocar os 'pontos nos is', uma vez que o árbitro germânico devia ter dado um cartão amarelo a Arnautovic num lance com Dominik Prpic, quando o defesa central dos azuis e brancos leva uma cotovelada do internacional austríaco, ficando mesmo a sangrar e ter de ser submetido a pontos na cara.

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