FPF assume "erros". Não há penálti contra Benfica nem canto para Sporting

Novembro 15, 2025 - 08:00
 0  0
FPF assume "erros". Não há penálti contra Benfica nem canto para Sporting

O diretor técnico nacional de arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Duarte Gomes, marcou, ao final da noite de sexta-feira, presença no programa 'Livre Arbítrio', emitido pelo Canal 11, no qual analisou alguns dos mais polémicos lances da 11.ª jornada da I Liga, começando, desde logo, pelo tão badalado Benfica-Casa Pia.

 

Os encarnados, recorde-se, chegaram a ter em mãos uma vantagem de 2-0, no Estádio da Luz, mas acabaram por não conseguir ir além de um empate a duas bolas. A recuperação dos gansos começou a desenhar-se aos 66 minutos, quando Tomás Araújo desviou a bola para a própria baliza, depois de Anatoliy Trubin ter defendido uma grande penalidade cobrada por Cassiano.

Ora, na apreciação do antigo juiz internacional, esse mesmo castigo mal assinalado foi mal assinalado pela equipa de arbitragem liderada por Gustavo Correia, uma vez que a mão na bola de António Silva, após remate de Jérémy Livolant, partiu de um "ressalto" na barriga, o que deveria constituir uma exceção à regra.

"Este lance, para nós, não é pontapé de penálti. Há um erro do árbitro da partida. Estamos novamente a falar de ressaltos. E, quando estamos a falar de ressaltos, temos de ponderar se a abordagem inicial do jogador foi de risco, se ele levantou os braços, se cresceu para tapar a sua baliza, se, deliberadamente ou inconscientemente, fez alguma coisa a mais ou estava apenas estático", começou por afirmar.

"Quando uma bola lhe toca do lado direito do tronco, da anca, ele, inclusivamente, resguarda o braço, para não fazer penálti, para evitar o contacto com a bola, para se proteger, e a bola, depois, de uma forma inesperada, a curtíssima distância, resvala para o seu movimento de rotação para a esquerda. Isto, para nós, é o padrão de não haver pontapé de penálti", prosseguiu.

"No lance, tem de haver um erro claro, óbvio e muito evidente. Para haver intervenção não pode haver a mínima subjetividade de interpretação de que o árbitro cometeu um erro. Neste caso, até porque há ressaltos, como nós vimos, e depois a bola vai ao braço, portanto o VAR, perante a verbalização do que o árbitro disse, que o árbitro vê a jogada corretamente, vê o ressalto, e tem a interpretação de que aquele braço estava numa posição anomal para aquele movimento defensivo. Discordamos da opinião", completou.

"Há um erro da equipa de arbitragem" no Santa Clara-Sporting

Duarte Gomes virou, de seguida, atenções para o também controverso golo que permitiu ao Sporting levar de vencida o Santa Clara, no Estádio de São Miguel, por 1-2, assumindo, também aqui, que existiu um erro, por parte do árbitro João Gonçalves, visto que o cabeceamento certeiro de Morten Hjulmand surgiu na sequência de um canto não existente.

"A factualidade é evidente. Há um erro da equipa de arbitragem. Não era pontapé de canto, era pontapé de baliza. As imagens são claras. Infelizmente os VAR não podem intervir em livres, lançamentos, cantos e portanto é uma decisão de interpretação. Não estamos a falar do erro em si, que diria que é menor, mas sim da consequência do erro", sublinhou.

"É um erro que teve uma consequência impactante. Este erro acontece porque naquele momento, em que percebe que o jogador vai cruzar, coloca o foco visual onde tem de colocar, ver se há fora de jogo. No mesmo momento temos o árbitro a olhar para a área. Em vez de um cruzamento para a esquerda, a bola sai para a direita ou para a frente... a dedução é pensar que houve um desvio. Errou", acrescentou.

Leia Também: O lance da polémica. Eis o canto que possibilitou a remontada do Sporting

Qual é a sua reação?

Gosto Gosto 0
Não gosto Não gosto 0
Amor Amor 0
Engraçado Engraçado 0
Zangado Zangado 0
Triste Triste 0
Wow Wow 0