"Foi um dia particularmente difícil. Continuo dorido, mas reergui-me"
João Cotrim de Figueiredo reagiu, na manhã desta terça-feira, ao dia complicado que viveu ontem, em que foi acusado de assédio sexual por parte de uma ex-assessora da Iniciativa Liberal, partido que liderou e que o apoia nas eleições presidenciais que se encontra a disputar, bem como, o mesmo dia em que terá dado a entender que apoiaria André Ventura numa segunda volta.
O candidato liberal acabou por associar os dois eventos, referindo que "foi um dia particularmente difícil" e que eventualmente as notícias "que vieram a lume" podem ter influenciado a sua forma de pensamento e as declarações que fez em relação ao candidato do Chega.
"Foi um dia particularmente difícil e não me quero desculpar com as notícias que vieram a lume […] mas o único cenário com o qual me quero comprometer é aquele em que eu vou à segunda volta, cenário em que acredito apesar destes dias difíceis", disse.
Recorde-se que João Cotrim de Figueiredo revelou na segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições (na qual não esteja), não excluía apoiar qualquer candidato - afirmação que inclui André Ventura e que levou a críticas, durante a manhã, dos seus adversários.
No final de uma visita ao Mercado Municipal do Fundão, o também eurodeputado asseverou: "Não excluo qualquer candidato, mas teria de fazer uma reflexão profunda".
"Quis dizer que não me comprometia com nenhum candidato, e acabei por me comprometer com todos. Não fui claro e assumo a minha responsabilidade. Foi um momento infeliz da minha parte", esclareceu, afirmando, que que "não consigo explicar o que me passou pela cabeça".
Confrontado, porém, sobre os elogios que remeteu ao candidato do Chega, dizendo que estava mais moderado, Cotrim Figueiredo defendeu-se dizendo que “estava a ser irónico”.
“Ninguém muda as pintas em poucos dias a menos que seja por oportunidade”, atirou.
Acusação de assédio
Em declarações aos jornalistas, esta manhã, em Viseu, onde se encontra em campanha, o candidato abordou uma das outras polémicas em que se viu envolvido, tendo sido acusado de assédio por uma ex-assessora do partido.
"Pessoalmente é muito doloroso", disse, lembrando que já deu entrada a uma queixa por difamação, que espera que possa ser avaliada antes do fim da campanha, e sublinhando mais uma vez que o "timing" destas acusações "é muito suspeito".
"Se houver tática contra a minha candidatura não é isto que me vai derrubar. Acordei com força redobrada e já me reergui. Continuo dorido mas ergui-me", atirou.
Apesar de referir que é uma situação muito difícil de digerir, o candidato presidencial garantiu que "não vai transformar isto numa espécie de adivinha de natureza política ou teoria da cabala" e remeteu a investigação ao sucedido para quem de direito. Contudo, não deixou de sublinhar que acha uma "informação factual importante", saber-se que a mulher que o acusa de assédio é alguém "que trabalha num órgão de soberania da nação que publica mentiras".
Questionado sobre se este alegado caso de assédio pode arruinar as esperanças de seguir para uma 2.ª volta, Cotrim de Figueiredo remeteu para dia 18 a resposta a essa questão.
Recorde-se que, na segunda-feira, uma ex-assessora do partido partilhou uma série de stories no Instagram onde afirmava que tinha sido um desafio trabalhar com Cotrim Figueiredo e em que relatava comentários que o candidato lhe teria feito.
"Nunca vou esquecer das várias vezes em que bloqueei quando me disse 'excelente trabalho, só falta abrires as pernas comigo', 'de que tipo de homens gostas?', 'mais grossa ou mais comprida?'", revelou.
"Que me acuse daquilo que ele quiser, se tiver ponta por onde pegar; calada estive eu e assim vou continuar, porque não merece que a minha vida seja prejudicada por aquilo que ele fez. Não suporto a ideia de o ver em Belém", escreveu ainda.
[Notícia atualizada às 11h39]
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