Fim de ciclo em Manchester. O que se segue para Ruben Amorim?
Ruben Amorim não resistiu ao clima de tensão com os dirigentes do Manchester United e foi despedido, na manhã desta segunda-feira, pelo clube inglês no qual estava há 14 meses. O treinador português de 40 anos fica, assim, livre no mercado, numa altura em que há algumas portas entreabertas.
Amorim até pode prosseguir carreira em Inglaterra, onde já mostrou serviço, sendo que por esta altura o Chelsea, que despediu Enzo Maresca logo no primeiro dia de 2026, está na busca por um sucessor.
Os blues estão, inclusive, na iminência de contratar Liam Rosenior ao Strasbourg, mas ainda vão a tempo de colocar um travão ao negócio e avançar por Ruben Amorim.
Ainda em terras de Sua Majestade, há outras opções em cima da mesa. Clubes como Liverpool, Tottenham e West Ham estão longe de estar a cumprir com as expectativas nesta temporada e podem avançar para uma decisão drástica ainda no decurso de 2025/26.
Os reds, campeões em título, continuam cada vez mais longe de conseguirem revalidar o título - o líder Arsenal já está a 14 pontos - e Arne Slot está longe de ter futuro assegurado em Anfield.
Por sua vez, a aventura de Thomas Frank no Tottenham também está longe de estar a ser bem-sucedida, e nem a contratação de João Palhinha vai evitando o atual 13.º lugar para uns spurs habituados a lutar pelos postos europeus.
Também o West Ham estará perto de trocar de treinador, uma vez que Nuno Espírito Santo não está a conseguir dar a volta à recente onda de maus resultados.
Há ainda a possibilidade do Crystal Palace, uma vez que o atual treinador, Oliver Glasner, está na mira... do Manchester United.
Real Madrid é cenário improvável, mas não impossível
Olhando para o resto da Europa, o caso que salta mais à vista é o de Real Madrid, que apostou em Xabi Alonso nesta temporada.
No entanto, os resultados do jovem técnico espanhol estão longe de convencer - o Barcelona vai liderando a La Liga com mais quatro pontos - e Ruben Amorim pode ser carta na manga de Florentino Pérez.
E por cá?
Não menos importante será o caso do Benfica, clube que Ruben Amorim representou enquanto jogador. José Mourinho sucedeu a Bruno Lage já com esta temporada em andamento, mas o contrato assinado conta com uma cláusula que pode colocar Amorim na rota da Luz.
Mourinho assinou por dois anos, mas com uma cláusula que permite, após 10 dias do último jogo da presente época, não dar continuidade ao contrato.
Tudo deverá depender do rendimento desportivo das águias até final da temporada. Neste momento, o cenário não é o melhor para as águias, nomeadamente no que diz respeito à conquista do campeonato: o Benfica encontra-se no terceiro lugar a 10 pontos do líder FC Porto.
A eventual saída de Mourinho do Benfica no próximo verão também vai depender da prestação de Portugal no Mundial2026, uma vez que é conhecido o desejo do treinador português em liderar a seleção nacional. Uma má campanha lusa no Campeonato do Mundo que vai decorrer nos Estados Unidos, México e Canadá deverá significar a saída do espanhol Roberto Martínez.
Ano sabático em equação
No meio de tantas possibilidades, umas mais prováveis do que outras, Ruben Amorim também poderá optar por ficar sem clube até ao final da temporada e esperar pelo projeto certo.
No fim de contas, o futuro de Ruben Amorim só poderá ser decidido por si mesmo.
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