Filho de magnata pró-democrata de Hong Kong receia morte do pai na prisão
Jimmy Lay, 77 anos, foi acusado de sedição e conluio com forças estrangeiras durante os protestos pró-democracia de 2019, encontrando-se preso na Região Administrativa Especial de Hong Kong desde 2020.
O magnata da comunicação social de Hong Kong foi julgado por violação da lei de segurança nacional num longo processo iniciado em dezembro de 2023 e pode vir a ser condenado a prisão perpétua.
Sebastien Lay, filho de Jimmy Lay, entrevistado pela Agência France Presse (AFP) em Washington, Estados Unidos, disse que se o pai morrer na prisão, o magnata pode tornar-se "num símbolo ainda mais poderoso em nome da liberdade".
"É horrível dizer isto, mas se o meu pai morrer na prisão vai tornar-se num símbolo de liberdade ainda mais forte", disse Sebastien Lay.
O filho de Jimmy Lay deve reunir-se esta semana com responsáveis norte-americanos a quem vai pedir maior pressão sobre Pequim.
Jimmy Lai, fundador do jornal pró-democracia Apple Daily, atualmente proibido na Região Administrativo Especial de Hong Kong, é acusado de ter pedido aos países ocidentais a imposição de sanções à República Popular da China.
Segundo a família, o estado de saúde de Jimmy Lay piorou significativamente na prisão.
Jimmy Lay é diabético, sofre de insuficiência cardíaca e foi mantido em confinamento solitário numa "cela sufocante e sem ar condicionado".
Em 2020, Pequim impôs uma lei de segurança nacional à antiga colónia britânica de Hong Kong reprimindo os dissidentes pró-democracia.
Para Sebastien Lay, países como a França deveriam convencer a República Popular da China de que podem ocorrer "consequências muito concretas" para Hong Kong se o pai morrer na prisão.
Sebastien Lay já recebeu o apoio da Alemanha e do Reino Unido, onde reside.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu durante a campanha eleitoral "retirar o ativista de Hong Kong" mas desde que assumiu o cargo, em janeiro, o assunto tem passado para segundo plano.
Leia Também: Terminam em Hong Kong alegações finais no caso do magnata pró-democracia
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