Ferdinand identifica o "maior pecado" de Amorim: "Não estamos lá, mas..."

Novembro 13, 2025 - 16:00
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Ferdinand identifica o "maior pecado" de Amorim: "Não estamos lá, mas..."

Rio Ferdinand recorreu, esta quinta-feira, ao próprio canal de YouTube, intitulado 'Rio Ferdinand Presents', para levar a cabo um balanço do primeiro ano de Ruben Amorim no comando técnico do Manchester United, depois da aquisição ao Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros.

 

"Os primeiros 12 meses no Manchester United foram feitos de altos e baixos. Mais baixos do que altos, certamente irão concordar, e, obviamente, seguindo-se à passagem de Erik ten Hag... Ele foi definido como tendo um estilo de treinador acutilante, por algumas pessoas. Penso que uma das coisas que ele repôs foi a disciplina, mostrou os dentes", começou por afirmar.

"Obviamente, promoveu uma dramática alteração tática em relação àquilo que estávamos habituados a ver, com Erik ten Hag. Está absolutamente comprometido com a linha de três na defesa, mas o sistema tem pequenos detalhes que não permanecem iguais. Não é uma linha rígida de três na defesa", acrescentou.

O antigo internacional inglês assumiu que "os números crus de Ruben Amorim, após um ano, não são os ideais", mas disse vislumbrar, ainda assim, um "período de evolução, neste momento": "Ainda não estamos lá, malta, mas conseguimos ver algo a ser construído e algo por que estarmos otimistas, o que é bom, porque temos sido pessimistas há muito tempo".

"Ele chegou e quis impor, de imediato, uma mudança de cultura. A disciplina foi uma das primeiras coisas a que se dedicou. Falou, publicamente, sobre a pontualidade, o respeito pelo grupo, etc. Não vou começar a nomear jogadores, mas houve alguns que pareceu isolar e dizer 'OK, isto é assim...'", apontou.

"Ele chegou no meio da confusão, herdou aquela cultura que identificou, imediatamente, que tinha de ser alterada. Foi um período muito tóxico, com Erik ten Hag. Devo dizer que tem havido um progresso lento, até agora, mas estamos a começar a colher os frutos do período em que ele lá tem estado", completou.

O 'segredo' de Ruben Amorim: "Era ingénuo e o nosso maior pecado..."

A terminar, o antigo defesa-central (que representou o Manchester United em 455 partidas oficiais, disputadas ente 2002 e 2014) apontou aquele que, na sua opinião, foi o principal 'segredo' da reviravolta protagonizada por Ruben Amorim, que, passou de criticado a eleito melhor treinador do mês da Premier League, em outubro.

"Para mim, uma das principais alterações foi a capacidade de recuar, por vezes, e esperar pelos momentos certos para pressionar, em vez de pensarem 'Sempre que perdemos a bola, temos de pressionar, pressionar, pressionar'. Isso era ingénuo e o nosso maior pecado, por vezes", refletiu.

"Era fácil jogar contra nós, em transições, especialmente, e estávamos a ser castigados por isso. Conseguimos acalmar um pouco, nesse plano, e retirar melhores exibições de jogadores como Casemiro ou De Ligt", completou o agora comentador desportivo, de 47 anos de idade.

Resta, agora, perceber se os red devils serão capazes de dar continuidade aos bons indicadores, no próximo encontro, perante o Everton, em Old Trafford, que está agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) do próximo dia 24 de novembro.

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