Falhas do INEM no centro das críticas dos candidatos: O que disseram?

Janeiro 7, 2026 - 20:00
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Falhas do INEM no centro das críticas dos candidatos: O que disseram?

"A única rede de emergência médica não pode falhar porque essas falhas e esses atrasos têm consequências, neste caso, uma morte", notou João Cotrim Figueiredo, durante uma ação de campanha em Pedrógão Grande.

 

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal disse entender que as responsabilidades, que são do Estado, "não podem ficar ao sabor de mais ou menos diligências de um funcionário, mais ou menos competências de um técnico e mais ou menos vontades de resolver de um político".

"Um Estado que falha consistentemente é um Estado que deve merecer a atenção do poder político. Não podemos continuamente falhar, falhar, falhar e acharmos que está tudo bem", reagiu Henrique Gouveia e Melo, dizendo posteriormente que "o último responsável por todas as situações são os primeiros-ministros, que escolhem os seus ministros".

INEM

INEM "não pode falhar porque essas falhas têm consequências"

O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo considerou hoje que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não pode falhar porque as suas falhas têm consequências, que podem resultar na morte de pessoas, como aconteceu na terça-feira. Lusa | 14:58 - 07/01/2026

Na terça-feira, um homem de 78 anos morreu depois de ter estado cerca de três horas à espera de socorro do INEM, apesar de ter sido classificado como prioridade 3 (resposta em 60 minutos).

Segundo a fita do tempo do caso, a que a Lusa teve acesso, a chamada foi recebida pelas 11h23 e apenas pelas 12h48 foi registado que a Cruz Vermelha do Seixal não tinha ambulância e que as ambulâncias de Almada e Seixal estavam ocupadas. A viatura médica só foi enviada pelas 14h09.

Gouveia e Melo avisa que vai

Gouveia e Melo avisa que vai "pressionar" governos: "Exigência e rigor"

O candidato presidencial Gouveia e Melo prometeu hoje contribuir para a estabilidade política, mas também exigir rigor e exercer pressão junto dos governos para que resolvam problemas como os da saúde, recusando passar-lhes cheques em branco. Lusa | 17:21 - 07/01/2026

Hoje, em conferência de imprensa, o presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, atribuiu a culpa à retenção de macas nos hospitais, explicando que a procura de meios começou logo 15 minutos após a chamada ter sido recebida, mas não havia ambulâncias disponíveis.

"É essencial assegurar que ninguém no nosso país, onde quer que seja no território, tem de esperar mais de três horas pelo serviço de emergência. Este não é o Portugal que eu quero e comigo na Presidência da República outras medidas já teriam sido tomadas e o primeiro-ministro e a ministra da Saúde teriam sido chamados várias vezes a Belém para explicarem como é que é possível isto acontecer", afirmou Jorge Pinto.

Mais veemente do que candidato apoiado pelo Livre foi André Ventura, para quem "a responsabilidade desta morte é do Governo e é da senhora ministra da Saúde".

Considerando aquele caso de espera do INEM "inaceitável", o candidato e líder do Chega afirmou que o Presidente da República "não pode ficar a olhar para o lado quando isto está a acontecer", criticando Marcelo Rebelo de Sousa.

"Responsabilidade desta morte é do Governo e da ministra da Saúde"

O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que a responsabilidade da morte de um homem que esteve à espera de socorro do INEM é do Governo e da ministra da Saúde, acusando Marcelo de desaparecer em combate. Lusa | 16:26 - 07/01/2026

"Alguém tem que assumir a responsabilidade e essa responsabilidade é de quem chefia o Governo, quem comanda essas ações", afirmou António Filipe, aludindo a Luís Montenegro.

O candidato apoiado pelo PCP recordou que o INEM "tem sido motivo de muitas notícias, por más razões, ou porque há atrasos no socorro com graves consequências".

Demora no socorro no Seixal?

Demora no socorro no Seixal? "Tudo deve ser apurado nesse caso"

O candidato presidencial António Filipe defendeu hoje que "tudo deve ser apurado" no caso da demora no socorro a um cidadão no Seixal e considerou que a responsabilidade a assumir é de quem chefia o Governo. Lusa | 16:41 - 07/01/2026

"O que este Governo está a fazer é que corta primeiro e pensa depois. As alterações no INEM são mais um exemplo disso: primeiro, corta e depois vê os resultados. Isto não se pode fazer em nenhuma área, mas se há área em que é mesmo criminoso fazê-lo, é na saúde", afirmou Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda.

Já António José Seguro mostrou-se "completamente irritado" e "indignado" com a morte do homem no Seixal, criticando o "passa culpas" e a indisponibilidade de outros candidatos e partidos para contribuírem para um pacto na área da saúde.

"Outros preocupam-se a ver quem é que é a culpa. Esta coisa do passa culpas é também um problema. Eu quero é soluções", defendeu o candidato apoiado pelo PS

Seguro

Seguro "irritado" com situação da saúde. "Passa culpas é também problema"

O candidato presidencial António José Seguro mostrou-se hoje "completamente irritado e indignado" com a situação da saúde, criticando o "passa culpas" e a indisponibilidade de outros candidatos e partidos para contribuírem para um pacto nesta área. Lusa | 17:49 - 07/01/2026

No quarto dia de campanha para as presidenciais, apenas Luís Marques Mendes evitou criticar o Governo, cujos partidos (PSD e CDS-PP) o apoiam, recusando comentar se o executivo de Montenegro está a desiludir na área da saúde.

"A primeira coisa que devo dizer é que lamento profundamente o que aconteceu e a morte dessa pessoa. Essa é que é a péssima notícia. Não conheço as circunstâncias do caso, portanto, não posso pronunciar-me", declarou.

Marques Mendes ouve pedido de melhor coordenação entre INEM e bombeiros

Marques Mendes ouve pedido de melhor coordenação entre INEM e bombeiros

O candidato presidencial Marques Mendes ouviu hoje um pedido de melhor coordenação entre bombeiros e INEM, numa visita aos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa, no distrito de Évora. Lusa | 17:56 - 07/01/2026

Os portugueses elegem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em 18 de janeiro, numas eleições com recorde (11) de candidatos e cuja segunda volta, a realizar-se, decorrerá a 08 de fevereiro.

A campanha eleitoral, que arrancou no domingo, termina em 16 de janeiro.

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