Exército paquistanês diz que ex-PM detido é "ameaça à segurança nacional"
Numa conferência de imprensa, o diretor-geral do Gabinete de Informação do Exército do Paquistão, general Ahmed Sharif Chaudhry, criticou Khan por alegadamente trabalhar com "elementos externos, propagar desinformação, incitar distúrbios e atacar persistentemente as Forças Armadas", segundo declarações divulgadas pela estação televisiva GEO.
O porta-voz militar condenou "o ego e os desejos" do ex-chefe do Governo, que "cresceram a tal ponto que ele diz: 'Ou eu, ou nada'", e descreveu uma "mentalidade delirante" de uma "pessoa prisioneira dos seus próprios pensamentos", uma vez que "coloca o seu ego pessoal acima do interesse nacional".
"Respeitamos a liderança política do Paquistão, mas mantemos o Exército fora da política. Não permitiremos que ninguém crie uma cisão entre os militares e o povo", sublinhou, acrescentando que "as tropas responderão", caso ocorra um ataque contra elas.
Neste contexto, defendeu que a sessão informativa teve o objetivo de delinear os desafios internos de segurança nacional, insistindo que nada está acima do Estado paquistanês, depois de o fundador do PTI "desconsiderar a Constituição" ao "promover esse tipo de narrativa".
Imran Khan foi detido em agosto de 2023 e enfrenta uma série de processos judiciais, com acusações que descreve como "politicamente motivadas".
A sua demissão, em abril de 2022, e subsequente detenção desencadearam uma crise política no país asiático que se arrasta há mais de três anos.
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